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OPINIÃO
  • Puro prazer: Franz von Stuck
    24/07/2014 | 19h51

    Salomé. 1906

    Franz von Stuck nasceu em Tettenweis, em Baviera. Desde cedo mostrou afinidade para desenho e caricatura. Filho de modesto moleiro, teve contato com a arte em 1878, em Munique, onde encontrou sua vocação. Frequentou de 1881 a 1885 a renomada Academia de Belas Artes de Munique. Tornou-se conhecido por cartoons para Blätter Fliegende e por decorações de livros.

    Durante 1889 exibiu suas primeiras pinturas, quando ganhou uma medalha de ouro. Durante 1892, Stuck executou, também, sua primeira escultura. No ano seguinte ganhou elogios da crítica e do público. Em 1893, teve pintura premiada com medalha de ouro em Chicago e foi nomeado para um cargo de professor real. 

    Dissonance. 1910

    A partir de 1895 teve como alunos Wassily Kandinsky, Paul Klee e Josef Albers.

  • Rio Grande decreta situação de emergência
    24/07/2014 | 19h26

    O município de Rio Grande decretou situação de emergência nesta quinta (24) após ser afetado pelas chuvas da semana. 

    A partir desse decreto, a Prefeitura deve liberar cerca de R$ 500 mil, nos próximos dias, para reparos como drenagem de ruas e avenidas, aluguel de maquinários para a realização desses serviços além de manutenção e reparos estruturais em bairros afetados pelo mau tempo.

    Além dos prejuízos na área urbana do município, o porto de Rio Grande permanece fechado desde as 4h desta quinta, e a perspectiva é de que o vento forte, que superou 80 km/h e ainda atinge a região, não permita a reabertura antes da sexta. As ondas chegaram a três metros de altura.

  • Contra o racismo, Patrick Vieira fez o gol que Pelé nunca quis fazer
    24/07/2014 | 18h41
    Fofana, xingado pelos rivais

    Marcos Sacramento

    Patrick Vieira, técnico do time de futebol sub-21 do Manchester City, tomou a atitude mais adequada diante de uma atitude racista. Ao saber que o meio-campista Seko Fofana sofrera um insulto durante a partida amistosa contra o HNK Rijeka, na Croácia, Vieira ordenou que o City abandonasse o jogo ainda no final do primeiro tempo.

    A ação de Vieira não teve a estética do gesto de Daniel Alves, do Barcelona, que em um jogo do campeonato espanhol comeu uma banana arremessada por um torcedor rival. Porém ganha em contundência e efetividade, dando um recado direto: “vai nos xingar? Então não vamos jogar, simples assim”.

    Por mais grotescos que os torcedores racistas sejam, eles vão aos estádios para ver futebol. Brigam, agridem, enchem a cara, mas querem ver gol e jogadas de efeito. Uma reação espirituosa como a de Daniel Alves pode deixá-los sem graça, mas minutos depois a bola estará rolando, os hoolligans torcendo,  xingando e quem sabe comemorando a vitória.

  • Relatos da vida íntima: As francesas da Rua Três (5)
    24/07/2014 | 18h24

    Domenico S. Miglio

    Tratei logo de sair dali, antes que ela resolvesse entrar e se deparar com aquelas coisas todas que eu deixara espalhadas pelos corredores entre os canteiros.

    “Vamos Fiel”, que me acompanhou com um olho nos quero-queros e o outro no portão de saída da horta.

    Minha mãe, do lado de fora, jogava milho às galinhas. Foi o galo nos ver e se preparou para o ataque. Desta vez o Fiel nem latiu para o galo. Saiu dali com a cola entre as pernas, direto para o canto dele. Eu fiquei. Era melhor estar por perto e ter certeza que, dali, ela iria direto para o tanque. A rotina da minha mãe, eu conhecia muito bem. Era sua hora de ir para o tanque, onde a roupa suja do marido e dos filhos a esperava.

    Eu estava em férias do colégio. E nas férias, ela me dava folga da tabuada. Do contrário, estaria insistindo em saber se eu a sabia. A tabuada, tomada pela minha mãe, era algo parecido com uma tortura mental.

    Bastava ela se aproximar do tanque, e eu ouvia o:

    “Domenico, traz a tabuada e senta aqui”.

    Aquele ato, para ela, era mais sagrado do que me cobrar ida à missa dos domingos. Embora ela nunca tenha feito tal comparação, a impressão, que ainda hoje tenho, é a de que saber as quatro operações aritméticas, a mim, seria mais útil na vida do que ouvir missa em Latim. Não por ser uma língua morta; e sim, porque não se entendia coisa alguma daquela ladainha latinesca, além de que, vinha aquilo tudo acompanhado por aquele senta e levanta, senta e levanta, levanta e senta naqueles desconfortáveis bancos de madeira.

    Minha mãe, em sua magnitude, por vezes tinha certos comportamentos que me faziam duvidar fosse ela muito certa da cabeça. Não louca, porque isso me levaria a duvidar da sanidade das outras mães dos outros filhos. E eu não quero ser injusto com elas; porém, para ser sincero... Melhor deixar para lá.

  • Transcendence começa bem, mas se perde
    24/07/2014 | 17h57

    Déborah Schmidt

    Transcendence – A Revolução conta a história de Will Caster (Johnny Depp), um famoso pesquisador sobre inteligência artificial, na qual conta com a ajuda de sua esposa Evelyn (Rebecca Hall) e do melhor amigo Max (Paul Bettany), um cientista com uma visão humanista. Depois de sofrer um atentado organizado por um grupo radical, Will vira cobaia de seus próprios experimentos e a sua mente é então transferida para um supercomputador.


    O longa é o primeiro dirigido por Wally Pfister, famoso diretor de fotografia de vários filmes de Christopher Nolan, como Amnésia (2000), O Grande Truque (2006), Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008) e A Origem (2010). O roteirista Jack Paglen também estreia na função, optando por uma narrativa que explora o conflito moral e ético do protagonista, mas que ao mesmo tempo possui personagens mal desenvolvidos e diálogos pretensiosos.

  • A terceirização em alta
    24/07/2014 | 15h13

    Geraldo Hasse

    O Supremo Tribunal Federal está para julgar este ano uma causa trabalhista milionária que transbordou do âmbito da Justiça do Trabalho e interessa particularmente aos trabalhadores terceirizados pela indústria de celulose. O caso envolve um recurso da  Cenibra, que atua no leste de Minas/oeste do Espírito Santo e foi condenada a pagar R$ 2 milhões em uma ação antiterceirização movida pelo Ministério Público do Trabalho.

    A subida do processo da Cenibra ao Supremo é um esforço advocatício extremo no sentido de reverter o entendimento generalizado no TST de que as empresas não podem terceirizar suas principais atividades (atividades-fim). É por isso que os trabalhadores ganham a maioria dos recursos que chegam à instância superior da Justiça do Trabalho, na qual tramitam hoje cerca de 20 mil processos de terceirização. Um dos mais cabeludos envolve telefônicas que terceirizam os serviços de call center operados por cerca de 500 mil pessoas no Brasil.

  • Leite será de fato uma evolução de Fetter?
    23/07/2014 | 11h12

    Rubens Filho

    Outro dia, convidado, assisti a uma palestra do ex-prefeito Fetter Jr. (PP), ali na livraria Lumiére. Ele fez uma nova sessão de autógrafos de seu livro Da Vida e da Política (O que vivi, o que fiz e o que penso). Fetter é candidato a deputado estadual neste ano e esses eventos, repetidos, servem, imagino, como uma espécie de apoio à sua campanha.

    Minha relação com Fetter Jr. é curiosa. 

    Quando trabalhávamos em Brasília, ele como deputado federal, eu como assessor de comunicação de um senador, cheguei a prestar serviço ao político pelotense. Produzi, a convite dele, o piloto de uma revista para a Fundação Milton Campos, que ele dirigia. Isso foi em 1995.

    Não era uma relação de amizade. Ele contratou um serviço, eu o prestei.

  • Dunga castiga português em coletiva de apresentação do 'novo' técnico da seleção
    23/07/2014 | 09h07

    A cara de Gilmar Rinaldi, coordenador da CBF, ao lado de Dunga, diz tudo.

  • Exaltação à posse de Van Der Laan na SQA mostra noção equivocada do papel de servidor
    22/07/2014 | 17h18

    Da Redação

    Pelotas conserva alguns costumes em dessintonia com a modernidade. 

    Eduardo Leite chegou ao cargo de prefeito procurando afirmar valores republicanos. O anúncio acima vai na contramão desse espírito.

    Trata-se de peça publicada no jornal Diário Popular de 5 de julho deste ano. Nela, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Pelotas exalta a chegada do engenheiro Luiz Fernando Van Der Laan ao cargo de secretário da Qualidade Ambiental.

  • A "Aero Postal" em Pelotas (2)
    22/07/2014 | 14h35

    A. F. Monquelat

    À querida amiga Bruna Detoni, que tornou possível as ilustrações dessa série.

    Sendo o problema das comunicações entre a Europa e a América do Sul, um ponto que merecia especial atenção, “agora, por um esforço da nossa atividade jornalística”, podia-se garantir que aquele importantíssimo melhoramento estava em fase de implantação.

    Os três aparelhos, um dos quais pilotado pelo capitão Roig, pertenciam à Sociedade Latecoère e, como anunciado, vinham organizar o serviço postal entre Buenos Aires e Europa, passando por Pelotas.

  • Contrato com Falconi surpreendeu porque não combina com estilo de Leite
    22/07/2014 | 12h35

    Rubens Filho

    Prefeito decidiu pagar R$ 2,2 milhões, sem licitação, a empresa indicada por um amigo

    Cláudio Gastal, com prefeito e vice eleitos, Eduardo Leite e Paula Mascarenhas, e o vereador Eduardo Macluf, recebendo o título de Cidadão Pelotense
    A Prefeitura não deu publicidade da viagem do procurador do Município, Carlos Diniz, a Porto Alegre, onde apresentou embargos declaratórios contra decisão unânime dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que suspenderam o contrato firmado pelo prefeito Eduardo Leite (PSDB) com a Consultoria mineira Falconi, dirigida por Vicente Falconi.

    O procurador tenta reverter a decisão do TJ-RS e deve recorrer à instância superior, em Brasília (TST ou STF), tentando manter o contrato, algo que, segundo fontes da Procuradoria da República, será muito difícil.

    O contrato foi firmado sem licitação pelo prefeito Leite, no valor de R$ 2,2 milhões, por um ano de consultoria.

  • Da eleição presidencial e as miudezas pelotenses
    21/07/2014 | 20h02

    Com a proximidade da eleição, que, segundo pesquisas, tende a ser a primeira em 12 anos em que o PT enfrentará dificuldades, os assuntos de Pelotas, nossa ex-princesa vivendo nas ruas em palácio imaginário, tornam-se menos importantes

    De certo modo isso é bom. 

    O pleito federal aplacará um pouco a Síndrome do Caracol, que leva pequenas e médias cidades como a nossa a concentrarem-se em questões exclusivamente locais, perdendo a dimensão do ‘resto’. E o resto é o mundo, começando por município próximo com destino ligado ao nosso, como Rio Grande, chegando à derrubada do avião da Malaysia Airlines por míssil partido não se sabe de onde nem por que, evento com potencial de conflito de repercussões mundiais, basta Vladimir Putin querer.

    O universo nos salva da mediocridade

    Quando o cenário é muito adverso, Caracol suga cogumelo e alucina um pouco, passando a pousar lupas em coisas minúsculas. É um fenômeno compreensível. Porém, como quem deseja apreciar algumas telas de Monet, é preciso dar uns passos atrás para ver o quadro todo e compreendê-lo.

  • Uma verdade sobre elefantes
    21/07/2014 | 15h12

    Os africanos dizem que, quando um elefante se põe a dormir, pode-se fazer tudo com ele, menos uma coisa: acordá-lo.

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  • A dança da vitória
    21/07/2014 | 14h21

    Montserrat Martins

    Uma imagem que merece ficar gravada na história, pelo seu simbolismo: a seleção campeã coloca a Copa do Mundo no gramado do Maracanã e com os jogadores em círculo faz uma dança pataxó ao redor da taça. Ninguém imaginava essa cena final na Copa de 2014 no Brasil, ao mesmo tempo em que nenhuma outra comemoração seria tão representativa das nossas origens.

    A dança Pataxó em torno da Taça

    Se alguém previsse que a dança da vitória seria pataxó, o que você pensaria? A Seleção brasileira nunca manifestou interesse pela cultura indígena, nossa identidade nacional se resume ao pagode, derivação do samba, onde podemos encontrar origens afrodescendentes, também uma das raízes mais importantes da nação brasileira. O que ninguém acompanhava até então era o interesse e respeito dos alemães por nossas origens.

  • Pelo Face, Aécio contesta denúncia da Folha
    20/07/2014 | 19h30
    Capa da Folha deste domingo 20

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que passou os últimos dias comemorando duas pesquisas eleitorais, do Datafolha e da parceria Istoé/Sensus, que mostram seu fortalecimento num eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff, enfrentou, neste domingo, a primeira crise de sua campanha.

    O motivo foi a denúncia feita pela Folha de S. Paulo de que ele, quando governador de Minas Gerais, teria construído um aeroporto na fazenda de um tio, na cidade de Claudio (MG), usando R$ 14 milhões em recursos públicos (leia aqui).

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