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  • CCs de Beatriz na Secult ameaçados

    Última atualização às 16h48

    Como virá de partido político, o novo secretário de Cultura (possivelmente do PTB), certamente vai querer nomear sua equipe de confiança. Logo, os cargos atuais, ainda ocupados por pessoas da confiança de Beatriz Araújo, que deixou a pasta, vão ter de sair, senão todos, uma parte. 

    Esperava-se que, sendo profissionais, todos eles colocassem seus cargos à disposição, mas nenhum o fez. 

    O prefeito não afastou os CCs, aparentemente, porque é mais coerente esperar a definição do novo secretário e deixar para ele o ônus da decisão de mexer nos cargos de confiança.

    Pode ser também que, ao manter os CCs nos cargos, isso queira dizer que o novo secretário será alguém de dentro da Secult, alguém que já conheça a equipe. Resta aguardar para ver.

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  • Escolas poderão ser multadas por exigir material coletivo

    Agência BrasilAs escolas que exigirem material coletivo podem levar multa até R$ 6 milhões. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e os Institutos de Defesa do Consumidor (Procon) estarão em alerta para cobranças abusivas neste início de ano. As multas aplicadas poderão variar entre R$ 400 e R$ 6 milhões, conforme o faturamento da instituição. De acordo com a Senacon, os pais que tiverem dúvida se o material é de uso coletivo ou individual deverão procurar a escola para esclarecimentos. Sobre o aumento das mensalidades, a escola também deverá apresentar uma planilha de custos e gastos que justifiquem o reajuste.

    Essas determinações estão na Lei 12.886/2013. Os pais devem comprar aquilo que os filhos forem consumir pedagogicamente, seja individualmente, seja coletivamente, em sala de aula. Portanto, produtos como resmas de papel para cópia, material de higiene e limpeza, giz, pincel atômico, copos e grampeador não devem ser comprados. Esses materiais já deverão estar incluídos nas mensalidades. A exigência de determinada marca também é configurada como abuso. 

    A Senacon explica que em todo início de ano letivo os Procons fazem o acompanhamento de listas escolares e pesquisas de preços para fornecer aos consumidores. Órgãos locais conseguem verificar de forma mais próxima o que ocorre. O Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) faz a fiscalização. Dados de todas as empresas e reclamações dos consumidores vão para o sistema.

    A orientação é que os consumidores que detectarem abusos por parte das instituições procurem o Procon mais próximo de sua localidade. No Brasil existem 293 Procons. No Distrito Federal, o órgão promove a Operação Passa-Régua, que fiscaliza os centros de ensino. No início do mês, nove das 13 escolas fiscalizadas foram autuadas.

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  • Esportes típicos de "Bolotas"

    Rubens Filho

    "Bolotas" é uma cidade fictícia de um livro que estou, aos poucos, escrevendo. Num dos capítulos, "Bolotas" é apresentada como origem de uma série de esportes clássicos. Eles são praticados há décadas e, embora não tenham sido ainda elevados à categoria Olímpica, adquiriram status pela tradição que atravessa gerações. Todas as provas têm uma particularidade. Não são exatamente esportes de esforço. Mas vamos às modalidades esportivas a que me refiro, praticada por alguns bolotenses.

    1) Levantamento em sequência de xícaras no Café Central

    É concomitante ao ato de jogar conversa inútil fora. É uma das mais difíceis de identificar o vencedor, pela quantidade de concorrentes.

    2) Pé encostado na parede do prédio do Sobrado, em frente ao Café. 

    Ganha quem suportar por mais tempo a dormência e as cãibras enquanto a população passa aflita em frente, numa sucessão de tarefas que dizem respeito ao 'estranho' mundo do trabalho.

    3) Propagação de boatos.

    Outro esporte muito comum praticado, com grande disposição, em toda a cidade. No Café, porém, os relatos ganham interpretações teatrais, ares de conformação oficial e difusão consistente. Muito difícil identificar um vencedor. É mais uma prova de aquecimento, que pode levar a outras, como o Levantamento de xícara e, na sequência, para dar vez a outros dentro do Café, a modalidade Pé encostado na parede do Sobrado.

    4) Corrida para aparecer em coluna social

    Um dos mais disputados. A prova é simples. A pessoa que faz algum programa relacionado ao universo do ócio registra em fotos esses momentos e os envia junto de um textinho e de um presentinho para o colunista social. Na busca por espaços, a notícia em si não conta muito. Vencem os que dão os melhores presentinhos ao colunista.

    5) Exposição pública de quadros de formandos em cursos superiores.

    A prova ocorre onde der. Geralmente em vitrinas de lojas e em corredores de galerias comerciais. Ganha quem permanecer mais tempo em exposição, mesmo que o curso não seja de Medicina. Só não pode deixar de vestir o chapéu de plumas bem penteado e de manter o sorriso afivelado.

    6) Parecer o que não é

    Há várias formas. Uma das provas mais comuns consiste em usar da influência familiar para tentar passar em concursos públicos. Ganha quem começar a empinar mais alto o nariz, fazendo ares de grande intelectual.

    7) Madame-quer-ser-escritora. 

    Esse é um esporte para a terceira idade, ou, na melhor das hipóteses, segunda. As praticantes são madames que resolvem que não basta mais só aparecer em coluna social. As concorrentes começam a publicar crônicas e etc. em impressos, com objetivo de atrair para si um verniz intelectual e 'subir de patamar', de preferência alcançando a imortalidade na Academia Bolotense de Letras.

    * Há mais esportes e outros temas variados no livro - em construção.

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  • Calor permanece escaldante

    Sol predomina e temperaturas rondam os 40°C, apesar da presença de nuvens no céu

    Peter O

    O Sul do Estado e o Uruguai já tiveram tempo instável, inclusive com temporais nesta terça-feira, mas o sol continua a predominar no Rio Grande do Sul nesta quarta. Apesar da presença de algumas nuvens no céu, as temperaturas vão seguir muito altas, com sensação térmica acima dos 40°C em alguns pontos. 

    No Sul gaúcho, ocorrerá maior nebulosidade. Da tarde para a noite, há chance de pancadas isoladas de chuva pelo Estado. Na maioria do Estado, contudo, os gaúchos vão suportar mais uma jornada tórrida, com calor desde o amanhecer.

    As mínimas rondam os 15°C em São José dos Ausentes e 17°C em Vacaria. As máximas, por sua vez, se aproximam dos 40°C em diversos pontos, com projeção de 39°C para Santa Cruz do Sul. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 25°C e 39°C.

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  • Exportações do RS alcançam 3ª posição no país

    Crescimento foi de 44,3% em 2013

    A Fundação de Economia e Estatística (FEE) divulgou nesta terça-feira (21), o balanço de exportações no Estado durante o período de janeiro a dezembro de 2013. Ao todo foram U$ 25,1 bilhões, o que representa um aumento de US$ 7,7 bilhões (44,3%), com participação de 10,36% no total exportado pelo Brasil. O Rio Grande do Sul foi o terceiro maior Estado exportador em 2013. 

    Conforme o economista da FEE, Guilherme Risco, houve um crescimento de US$ 2,4 bilhões em grão de soja; US$ 4,8 bilhões em plataformas de petróleo; e US$ 685 milhões nos demais produtos. Guilherme ressalta que a variação do volume de exportações (18,4%) foi positiva e ainda bem acima da observada em nível nacional (4,1%), e que o crescimento da soja recupera a crise do setor em 2012. 

    "As exportações do setor industrial vem se recuperando a cada mês, e as plataformas de petróleo contribuíram para a aceleração deste processo. Com valor superior a US$ 1 bilhão as três plataformas exportadas pelo Polo Naval de Rio Grande são consideradas novidades que expandem o setor e o crescimento econômico do Estado", disse o economista.

    Destaca-se no trimestre o crescimento de US$ 3,1 bilhões nas exportações do setor de equipamentos de transporte, resultante principalmente da exportação de duas plataformas de perfuração/exploração de petróleo. Na indústria, os crescimentos de US$ 147,1 milhões nas exportações de produtos químicos (30,5% em valor; 25,4% em volume e 4,1% em preços), de US$ 62,2 milhões nos derivados de petróleo (231,4% em valor; 236,1% em volume e redução de 1,4% em preços). 

    No setor automotivo, a exportação foi de US$ 61,0 milhões (18,7% em valor; 12,5% em volume e 5,5% em preços) e de US$ 43,5 milhões nas de couros e calçados (18,8% em valor; 5,3% em volume e - 2,3% em preços). 

    O Rio Grande do Sul ficou atrás apenas dos estados de São Paulo (22,42%) e Minas Gerais (13,73%), com exportações de 11,76% das exportações nacionais. 

    Principais produtos exportados pelo Estado por país: 

    - China: US$ 3,6 bilhões em grãos de soja, o que corresponde a 85,3 % das exportações gaúchas do grão, consolidando-se como maior parceiro do Estado. 

    - Panamá: US$ 2,8 bilhões em plataformas 

    - Holanda: US$ 1,9 bilhão em plataformas 

    - Argentina: US$ 435 milhões em automóveis, o que representa um aumento de 167%.

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  • La casa in riva el mare, Fiorella Mannoia

  • 85 pessoas têm o mesmo patrimônio de metade da população mundial

    BBC Brasil - Segundo o documento chamado Working for the Few ("Trabalhando Para Poucos", em tradução livre), as 85 pessoas mais ricas do mundo têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão, o que equivale ao patrimônio de 3,5 bilhões de pessoas, as mais pobres do mundo. 

    O relatório ainda afirma que a riqueza do 1% das pessoas mais ricas do mundo equivale a um total de US$ 110 trilhões, 65 vezes a riqueza total da metade mais pobre da população mundial.

    A Oxfam observou em seu relatório que, nos últimos 25 anos, a riqueza ficou cada vez mais concentrada nas mãos de poucos.

    "Este fenômeno global levou a uma situação na qual 1% das famílias do mundo são donas de quase metade (46%) da riqueza do mundo", afirmou o documento.

    "No último ano, 210 pessoas se tornaram bilionárias, juntando-se a um seleto grupo de 1.426 indivíduos com um valor líquido combinado de US$ 5,4 trilhões", destaca o relatório.

    "É chocante que no século 21 metade da população do mundo - 3,5 bilhões de pessoas - não tenham mais do que a minúscula elite cujos números podem caber confortavelmente em um ônibus de dois andares", afirmou Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam.

    Para Byanyima, "em países desenvolvidos e em desenvolvimento estão cada vez mais vivendo em um mundo em que as taxas de juros mais baixas, a melhor saúde e educação e a oportunidade de influenciar estão sendo dadas não apenas para os ricos mas para os filhos deles também".

    "Sem um esforço concentrado para enfrentar a desigualdade, a cascata de privilégios e de desvantagens vai continuar pelas gerações. Em breve vamos viver em um mundo onde a igualdade de oportunidades é apenas um sonho", acrescentou.

    Publicado dias antes do Fórum Econômico Mundial em Davos, o relatório detalha o impacto da crescente desigualdade em países desenvolvidos e outros em desenvolvimento.

    América Latina e Brasil

    O relatório da Oxfam apontou que alguns países, especialmente na América Latina, estão conseguindo ir contra esta tendência, diminuindo a desigualdade na última década.

    "Entre os países do G20, as economias emergentes geralmente eram aquelas com maiores níveis de desigualdade (incluindo África do Sul, Brasil, México, Rússia, Argentina, China e Turquia) enquanto que os países desenvolvidos tendiam a ter níveis menores de desigualdade (França, Alemanha, Canadá, Itália e Austrália)", afirmou o documento.

    "Mas até isto está mudando, e agora todos os países de alta renda do G20 (exceto a Coreia do Sul) estão vivendo o crescimento da desigualdade, enquanto o Brasil, México e Argentina estão vendo um declínio nos níveis de desigualdade."

    A Oxfam destaca o caso brasileiro, apontando que o país teve "sucesso significativo na redução da desigualdade desde o início do novo século".

    "Em parte devido ao crescente gasto público social, uma ênfase no gasto com saúde pública e educação, um programa de transferência de renda de larga escala que impõe condições para o recebimento (Bolsa Família) e um aumento no salário mínimo que subiu mais de 50% em termos reais desde 2003", afirmou o relatório.

    A Oxfam alerta que a "democracia ainda é frágil e a desigualdade ainda é muito alta na região, mas a tendência mostra que problemas que eram insolúveis, as enormes disparidades de renda, podem na verdade ser enfrentados com intervenções políticas".

    Leis e paraísos fiscais

    A Oxfam também fez uma pesquisa em seis países (Brasil, Espanha, Índia, África do Sul, Grã-Bretanha e Estados Unidos) e mostrou que a maioria dos entrevistados acredita que as leis são distorcidas para favorecer os ricos.

    Entre os países pesquisados, a Oxfam destaca a Espanha, onde oito em cada dez pessoas concorda com essa afirmação sobre as leis.

    A ONG também destaca outro grande problema relacionado ao dinheiro que não paga impostos, ficando em paraísos fiscais.

    "Globalmente, os indivíduos e companhias mais ricos escondem trilhões de dólares dos impostos em uma rede de paraísos fiscais no mundo todo - estima-se que US$ 21 trilhões estão escondidos sem registros", informou a ONG em seu relatório.

    Segundo a ONG, que vai enviar representantes a Davos, os participantes do Fórum Econômico Mundial têm o poder de reverter o aumento da desigualdade.

    A Oxfam pede que os participantes do fórum se comprometam a não sonegar impostos em seus países ou em países onde têm investimento, não usar a riqueza econômica para conseguir favores políticos que prejudiquem a democracia, apoiar os impostos progressivos sobre patrimônio e renda, enfrentar o sigilo financeiro e sonegação de impostos entre outras recomendações.

    Além disso, a ONG também recomenda o estabelecimento de uma meta global para acabar com a desigualdade econômica extrema em todos os países, uma regulamentação maior dos mercados para promover crescimento sustentável e igualitário e a diminuição dos poderes dos ricos de influenciar os processos políticos.

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  • Ai, que calor,,,

    Fotografia

    Helmut Newton, fotógrafo de moda alemão.

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  • Novos nomes para a Secult

    P. R. Baptista, comentando o post Uma queda anunciada na Secult

    "Espero que a escolha do novo ocupante da Secretaria (de Cultura) recaia em alguém com clareza a respeito das frentes nas quais cabe investir em cultura. Ou seja, alguém que não traga um pensamento empresarial e que tenha, ele próprio, bagagem cultural e discernimento para lidar com nossa realidade.

    Considerando que seja um nome de algum modo alinhado politicamente com o governo Eduardo Leite, parece-me que Henrique Pires poderia ser lembrado. Igualmente Valter Sobreiro Júnior, que foi apoiador, assim como Beatriz, do prefeito. 

    Abrindo mais o leque haveria, claro, outros nomes. Só vamos torcer que não seja um burocrata, um empresário ou um secretário do tipo interino. Pelotas necessita de alguém que reacenda o debate cultural na cidade e que transponha uma agenda por enquanto ainda restrita a eventos.

    Fortino Reyes, sobre o mesmo post:

    ...alguém que não traga um pensamento empresarial e que tenha, ele próprio, bagagem cultural... Muito bem, P. R. Baptista, eu também penso assim, Henrique Pires, Valter Sobreiro Jr. são nomes que me passaram pela cabeça, e acrescentaria mais um: Aldyr Garcia Schlee. Precisa mais do que esses três nomes?

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  • Falta de água, mais uma vez

    O Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) informa que o Sítio Floresta, a Vila Princesa e outras localidades das Três Vendas estão sem água, na tarde desta terça (21). A culpa, segundo o Sanep, é da falta de luz, desde às 14h, na Estação de Tratamento de Águas (ETA) Sinnott, o que obriga a adutora a parar de funcionar, deixando de captar água.

    Segundo o presidente da autarquia, Jacques Reydams, o Sanep fez contato com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que informou não existir previsão de retorno da energia elétrica para o local. “Se a falta de energia persistir por mais duas horas, a falta de água vai afetar os bairros Areal e Laranjal”, alerta Reydams.

    A ETA Sinnott produz quatro milhões de litros de água por hora e as faltas de energia frequentes afetam o sistema, provocando colapso que seca adutoras e redes rapidamente.

    Da Redação - Todos os anos tem falta de luz e falta de água, mas não precisava ser assim. Sempre que o Sanep põe a culpa na CEEE, vale perguntar o motivo de a Prefeitura não ter geradores de energia para enfrentar os problemas de abastecimento.

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  • Reparação

    Marcos Macedo

    Ian McEwan (foto) é um escritor inglês que faz grande sucesso de crítica em todo o mundo. Ele é autor de "Na Praia" e "Jardim de Cimento", obras que têm um ritmo lento, assim como "Reparação", que foi adaptada para o cinema com o título "Desejo e Reparação". 

    É difícil transpor para a tela o estilo minucioso de McEwan; como é comum acontecer, o filme ficou muito aquém do livro.

    A prosa de McEwan é quase estática. Ele mesmo reconhece que sua ficção "pode resvalar no preciosismo quando falta um movimento para frente" e que deve haver "um desenvolvimento, uma correnteza subjacente de simples narrativa". A menina não pode ficar parada na janela; ela deve intervir. É essa tensão entre imobilidade e desenvolvimento lento, que por acúmulo gera mudanças radicais, o que a adaptação para o cinema não consegue captar. O filme parece mal amarrado, coisa que o livro, uma obra-prima, não é.

    Essa tensão, a correnteza subjacente escondida sob a narrativa, representa a própria essência da forma literária romance. Em McEwan isso é visível como em poucos outros escritores.

    É também por causa dessa característica que exista quem critique o gênero. O romance não representaria o mundo como ele de fato é.  "Cada um de nós tem milhares de vidas", escreveu a sul-africana Nadine Gordimer, Prêmio Nobel de Literatura 1991, "e o romance dá a um personagem apenas uma vida". Por essa ótica, o conto seria mais realista que o romance por causa da unidade de ação. Só os fragmentos de nossas vidas fariam sentido; a vida como um todo não passaria de um acúmulo de experiências desconexas e sem significado. A correnteza subjacente sob a narrativa não existiria na vida real.

    Ian McEwan

    Camus, o escritor existencialista, fundou sua filosofia do absurdo justamente sobre essa idéia. Ele sugeriu que nós gostamos de ler romances porque a vida dos personagens fazem um sentido que nossas vidas jamais terão. Os heróis da ficção nos fascinam porque terminam o que nós não ousamos nem começar.

    Discussões téoricas à parte, os livros de McEwan são excelentes. "Reparação" é a história desastrosa do filho da arrumadeira que se apaixona pela filha do patrão, e que desemboca - "a correnteza subjacente escondida sob a narrativa" - na tragédia da retirada inglesa de Dunquerque na Segunda Guerra.

    Sem exagero: de Ian McEwan vale a pena ler tudo.

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  • Uma queda anunciada na Secult

    Beatriz Araújo: atuação aquém

    Última atualização: às 07h31 de 21/01/2014 (FIM)

    Quando um membro do primeiro escalão deixa um governo, a versão oficial, em 99% dos casos, é de que o fez por vontade própria. É como se dá esse sempre delicado ritual de passagem. Valoriza-se quem sai, já que está saindo mesmo, não há por que agir diferente. Beatriz Araújo pode ter pedido para sair da Secretaria de Cultura de Pelotas (Secult), mas o ambiente em que sua saída acontece estava criado por uma sucessão de eventos, alguns não admitidos publicamente. O principal, indicam os fatos, foi a ausência, na personalidade de Beatriz, de um atributo essencial a um dirigente, sobretudo em cargo público: jogo de cintura.

    Além disso, o pedido formal de exoneração antecipa-se, não por coincidência, à reforma do secretariado, anunciada por Leite para ocorrer em fevereiro ou março próximos.

    O afastamento de Beatriz já era de conhecimento do governo há mais tempo. O prefeito chegou a ser avisado dele "pela imprensa". Foi há dois meses, em nota cifrada publicada no Diário Popular, logo depois da problemática Feira do Livro de 2013. A nota informava que "um membro do primeiro escalão iria deixar a Prefeitura em breve para cuidar de sua empresa privada" e que "ofereceria seus serviços, gratuitamente, à Prefeitura", exatamente o mesmo que ocorreu a Beatriz, embora o release oficial com a notícia de sua exoneração não mencione explicitamente a gratuidade dos futuros serviços que ela venha a prestar como "conselheira", como diz o release.

    Beatriz, que no final de 2013 esteve no foco de uma polêmica com os livreiros, por conta de mudanças impostas pela Secult à Feira do Livro, chegou ao cargo pelas mãos de Paula Mascarenhas, a vice-prefeita. Prestigiada, conseguiu autorização para montar sua equipe com pessoal escolhido exclusivamente por ela, cerca de cinco cargos de confiança.

    Empossada, tomou decisões e adotou posturas que a desgastaram rapidamente. 

    A então secretária, que na iniciativa privada fez fama como empresária competente para elaborar e captar recursos para projetos culturais, deu início à sua gestão decidindo refazer procedimentos administrativos adotados para o Carnaval de 2013 pelo governo anterior, de Fetter Jr., do qual ela fora demitida do cargo de secretária de Cultura após um conflito com Fetter. Aquela decisão de Beatriz provocou o adiamento do Carnaval, remarcado para 23, 24 e 28 de fevereiro e 1º, 2 e 3 de março.

    Anúncio pela Secult da liberação da passarela do samba não correspondia à realidade e foliões entraram em confronto com a polícia

    O adiamento teve um agravante que se transformou no primeiro revés forte da gestão de Eduardo Leite. A festa, já fora do calendário oficial, acabou sendo cancelada no dia marcado para começar. Em entrevistas à imprensa, pessoal da Secult informava que os bombeiros haviam liberado a passarela do samba, o que terminou não se confirmando. Em vistoria realizada no sábado de estreia do Carnaval, os bombeiros não autorizaram os desfiles, por razões de segurança. Como reação, cerca de 2 mil foliões que aguardavam para desfilar, e esperavam há horas, partiram para cima da polícia de choque, jogando pedras. Os policiais reagiram com bombas de gás e balas de borracha e o prefeito teve de deixar a passarela por uma saída distante dos confrontos, escoltado por policiais.

    Esqueceram a legislação

    Segundo o laudo dos bombeiros, o alvará não foi concedido porque a Prefeitura (leia-se Secult) não havia observado a legislação quanto ao tamanho das saídas de emergência na área das arquibancadas. Para liberar a passarela, exigiram do Executivo que desmontasse e remontasse as arquibancadas, o que foi feito por empresa contratada, permitindo os desfiles, no entanto, só uma semana depois. 

    Carnaval de 2013 foi cancelado no dia em que deveria ocorrer: bombeiros não liberaram a passarela, pois o evento, a cargo da Secult, não respeitava a legislação de segurança

    Se já não era perfeito, o trânsito de Beatriz entre os carnavalescos, grupo "fechado e corporativo", tornou-se mais difícil. Ela era vista como uma secretária da "elite", que não gostava de Carnaval, imagem que, segundo seus aliados, não é real. O fato é que o episódio acima ajudou a consolidar a animosidade, tanto que não foi Beatriz quem representou a Prefeitura no Grupo de Trabalho (GT) criado para, junto aos carnavalescos, repensar o modelo de Carnaval para 2014. Um membro de sua equipe de confiança fez esse papel. Vale observar: o modelo acabou não sendo alterado após as discussões do GT. Foi alterado apenas o local dos desfiles - em vez de continuar ao lado da antiga Estação Férrea (impossível porque o Supermercado Guanabara, proprietário da área, negou essa possibilidade), os desfiles seriam, agora, neste ano, na avenida Bento Gonçalves. Mas, na última hora, este local também foi descartado, após cinco escolas de samba desistirem de desfilar.

    Natal Luz e Carnaval nas mãos de empresário 

    Para completar, a Prefeitura comprou, de última hora, um projeto de Carnaval para este ano, de autoria de Mário Kleinovsky, empresário do mesmo ramo de Beatriz (produções culturais), prestes a ser realizado na região do Porto. Mário é o mesmo empreendedor que produziu o recente Natal Luz, na Praça Cel. Pedro Osório, considerado um sucesso pela Prefeitura, ao custo extraoficial, cobrado pelo empresário, de cerca de R$ 100 mil, valor equivalente a duas vezes o salário líquido de um secretário de governo pelo período de dois anos. 

    Natal Luz foi realizado por empresário indicado pela Secretaria de Desenvolvimento. A Secult colaborou com o evento, não o capitaneou

    Mário foi apresentado ao governo pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Estima, e sua presença vem crescendo nas hostes oficiais, embora vereadores comecem a questionar os repasses de dinheiro da Prefeitura para eventos como o Natal Luz e, agora, o Carnaval no Porto. Para fazer o Natal Luz, a Prefeitura repassou cerca de R$ 100 mil à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que oficialmente pagou o evento. Nessa modalidade, embora envolvendo dinheiro público, não foi realizada licitação para contratar a empresa de Mário.

    Feira do Livro

    O segundo grande desgaste da então secretária ocorreu na preparação da Feira do Livro do ano passado, com 50 anos de história, realizada em novembro. Há 20 anos a Feira tinha por local a praça Cel. Pedro Osório, a exemplo da feira de Porto Alegre, que ocorre na Praça da Alfândega. Contudo, a três meses do evento, Beatriz comunicou à direção da Câmara Pelotense do Livro que os livreiros não poderiam montar suas bancas na área do Redondo (em volta do chafariz) e nas alamedas do logradouro, como sempre faziam. Teriam de montar as bancas sobre o leito das ruas Quinze de Novembro e Lobo da Costa, no entorno da praça.

    Foram duas as alegações centrais para a mudança de local: o congestionamento de pessoas e o perigo de "estragar a praça". Os livreiros reagiram, alegando que os argumentos não se sustentavam - e mobilizaram vereadores. Pressionado, o prefeito teve de entrar em cena. Ele não voltou atrás na decisão de retirar as bancas da praça, mas também não insistiu na solução apresentada por Beatriz. Leite apresentou uma ideia salomônica, sugerindo como sede o Mercado Público, onde, finalmente, a feira ocorreu e os livreiros aprovaram. Até se chegar a esse local, porém, o tema reverberou na imprensa. Até a RBS/TV entrou no assunto, expondo o conflito Prefeitura x Livreiros, enfatizando a incoerência da proposta de mudança inicial do ponto, um desgaste que suplantou a secretária e atingiu o prefeito e a imagem do governo.

    Piorando as coisas, durante o conflito, um funcionário de confiança de Beatriz redigiu um artigo, publicado no Diário da Manhã e no site de outro funcionário de confiança da então secretária, em que atacava os livreiros, acusando-os de "formarem um feudo". O tiro, porém, saiu pela culatra. O pseudônimo do autor, "Wladimir Karpov", tentava encobrir a autoria do artigo, descoberta pelo Amigos. A revelação da autoria se tornou constrangedora para a Prefeitura, pois materializou uma vez mais a falta de jogo de cintura e a disposição de acirrar o conflito pelos lados da Secult. Conflito este, vale ressaltar, criado desnecessariamente, sob argumentos pueris, ao ponto de ao final do evento no Mercado a vice-prefeita dizer que "a Feira do próximo ano poderá voltar a ocorrer na praça". Se pode voltar, por que saiu?

    Feira do Livro no Mercado: solução salomônica tirada da manga pelo prefeito para resolver um impasse criado sem necessidade

    Release 'revelador'

    O release da Prefeitura sobre a saída de Beatriz comunica coisas pelo que diz e pelo que não diz. Começando pelo que não diz, quando puxa da memória exemplos de boa gestão da secretária, Eduardo Leite menciona três fatos. Nessa pequena lista, não aparece nem Feira do Livro nem o Carnaval nem o Natal Luz (veja no post abaixo deste). Ao bom leitor, restará claro que a passagem de Beatriz, aos olhos do prefeito, não foram só rosas, mas espinhos também.

    Outro ponto do release é a preocupação ostensiva de elogiar a subordinada que sai. A profusão de adjetivos é tanta que Leite parece "desculpar-se por algo". Nem mesmo Hilda de Souza, madrinha política de Paula e de Eduardo, que deixou o governo para tratar de um câncer, mereceu tantos adjetivos aduladores no seu afastamento. O release carrega nas tintas, chegando a dizer que Beatriz é amiga de Eduardo e que este a considera "uma grife da cultura pelotense e estadual (...) foi sobretudo uma honra tê-la como condutora e organizadora do setor (...) ela formou uma identidade para a Secult".

    Se o mundo oficial tem muito de representação teatral, e tem, a verdade é que a atuação da então secretária não foi 100%. Afora a não observância da legislação de segurança contra incêndio, que obrigou a Prefeitura à absurda tarefa de desmontar arquibancadas do Carnaval e remontá-las por uma semana a partir do dia em que a festa deveria começar, o pior momento da secretária foi quando impôs aos livreiros a mudança de local da Feira do Livro, uma tacada sem sentido derivada da condução inábil de um assunto que sequer passou pela análise do Conselho Municipal de Cultura. Eduardo não diz, mas para ele a performance de Beatriz ficou aquém.

    No fim das contas, o que importa nessa história é o espírito público... O cidadão que paga impostos e rala na obscuridade, sem tempo para vaidade pessoal, não está preocupado com o sexo do pato, mas sim em saber se ele bota ovo.

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  • Beatriz Araújo não é mais secretária de Cultura

    Última atualização às 19h15

    Beatriz Araújo não é mais secretária de Cultura. Em férias, não retornará ao cargo em fevereiro. O substituto não foi anunciado. A informação foi confirmada, há pouco, pelo prefeito Eduardo Leite.

    Os rumores sobre sua saída não são recentes. Com seu gesto, ela se antecipa à reforma do secretariado anunciada pelo prefeito para fevereiro ou março próximos.

    Beatriz ganhou o cargo na cota da vice-prefeita, Paula Mascarenhas. Ela levou a pasta de "porteira fechada", expressão usada em política para descrever quando ao titular é dado o direito de escolher todos os membros de sua equipe, sem aceitar indicações políticas ou técnicas nem mesmo do prefeito ou do (da) vice.

    Nesta situação, quando o secretário deixa a pasta, a tendência é de que sua equipe o acompanhe na saída.

    Até o final do mês, a Secretaria terá um titular interino: Giorgio Ronna, funcionário de confiança nomeado por Beatriz. Até lá o prefeito vai indicar o substituto oficial.

    Exoneração

    Oficialmente, Beatriz pediu para sair. Segundo release da Prefeitura, ela entregou ao prefeito, nesta segunda (20), pedido de exoneração "em caráter irrevogável", acompanhado de uma carta ao prefeito e à vice, em que explica suas razões. O principal motivo, segundo o release, foi "a necessidade de Beatriz de cuidar de sua empresa particular de produções culturais, acrescentando: 

    "Desde janeiro de 2013, dedico-me integralmente ao bom desempenho da minha função no governo, na atenção às demandas do Município, e a honrar a confiança que os senhores depositaram em mim, mas não consegui nesse período reunir as condições necessárias para atender minha empresa de forma adequada, o que comprometeu, inclusive, a sua existência; ela é o meu maior patrimônio e o meu meio de sustento".

    O release diz que o prefeito "aceitou a decisão da secretária e amiga, em vista de ser o resultado de reflexão profunda e de argumentos irremovíveis. 'É preciso respeitar o momento de vida dela. Sua decisão é legítima e compreensível'". 

    O release diz mais: "O prefeito ressaltou a confiança, inalterada, que continua a ter em Beatriz, que emprestou seu nome à Secretaria de Cultura (Secult) nos momentos mais difíceis, agradeceu a satisfação em contar com seu trabalho, principalmente no ano mais duro do governo, o ano de colocar a casa em ordem, e lamentou que ela não esteja à frente da pasta quando os frutos do que plantou forem colhidos: 'O fato de ter contado com Beatriz, uma grife da cultura pelotense e estadual, nesse período, foi sobretudo uma honra; tê-la como condutora e organizadora do setor para fazê-lo andar de forma eficiente e ampla foi muito importante para o governo, pois ela formou uma identidade para a Secult e com seu desprendimento e doação à causa pública consolidou uma filosofia de democratização do acesso à cultura em Pelotas'”. 

    O release diz ainda que "o prefeito ressaltou que, mesmo fora da Secretaria, contará sempre com a participação de Beatriz como conselheira da área. E que ela foi uma das responsáveis por assegurar a verba de R$ 32 milhões junto ao PAC Cidades Históricas, para Pelotas. Outra realização de destaque da secretária foi a democratização do acesso aos editais e recursos da pasta, a consolidação e ampliação do Pró-Cultura e a criação do pioneiro Dia do Patrimônio".

    Ainda o release:

    "Beatriz agradeceu a oportunidade de ter trabalhado na administração de Eduardo. 'Esses meses renovaram a minha crença no governo e tenho certeza de que irei acompanhar todo o sucesso reservado ao Eduardo, à Paula e a sua equipe nos próximos tempos', projetou. 'Reconheço a chance de trabalhar do jeito que eu acho certo e de realizar um sonho; sempre estarei por perto', disse.

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  • Puro prazer, Paris de Atget

  • Sincretismo na alma do Brasil

    Montserrat Martins

    Candomblé, católicos e evangélicos convivem nas mesmas famílias, em Salvador, com exercícios de tolerância recíproca que não são fáceis, mas necessários. Sincretismo não é artigo de luxo para turista ver, é o ingrediente mais fundamental na formação do nosso povo.

    Do século XVI ao XIX, africanos de grupos étnicos diversos e rivais foram escravizados e trazidos ao Brasil. Os Iorubás vieram da região onde hoje fica a Nigéria, os Fons foram trazidos de Benin, os Bantus das regiões de Angola, Congo, Guiné, Moçambique, Zaire. As origens destes e de outros grupos estão bem descritas no livro “O Candomblé bem explicado”, de Odé Kileuy e Vera de Oxaguã.

    Por mais de três séculos foram comercializados como escravos e o primeiro sincretismo obrigatório começou entre eles próprios, que vinham muitas vezes de tribos rivais. A dispersão da etnia Bantu no Brasil abrangeu os estados do RJ, SP, MG, ES, MA, PE, BA e RS. Os Iorubás e Fons foram para áreas urbanas do RJ, SP, BA, PE e MA. Alguns reinados africanos foram cúmplices do escravagismo, vendendo os vencidos em guerras intertribais. Vivenciando a mesma condição de escravos no Brasil, grupos rivais foram forçados a interagir pela preservação de sua cultura.

    Nietszche: o que não te mata te fortalece

    O Candomblé foi criado no Brasil (fato que muitos desconhecem), naquelas condições adversas. Obrigados ao catolicismo, passaram a cultuar seus orixás através dos santos católicos, com as analogias possíveis. Ogum em São Jorge, Obá em Santa Bárbara, e por aí em diante. O que não te mata te fortalece, como disse Nietzsche, e foi assim que a cultura religiosa africana sobreviveu e se enraizou com muita força em todo o Brasil.

    Existe um “apartheid brasileiro” que mais de um século depois da escravidão separa os negros de cargos de poder econômico no país, mas no terreno cultural as barreiras foram vencidas, principalmente na música e no esporte. Com os múltiplos sincretismos que foram sendo criados através dos séculos, a cultura afrodescendente se manteve viva e vigorosa.

    Já os indígenas, além genocídio que sofreram (de sua população de milhões de pessoas aos poucos sobreviventes de hoje), também foram exterminados culturalmente. É mais fácil você encontrar um livro sobre os xamãs dos esquimós ou dos índios americanos do que sobre os brasileiros, por exemplo. Os Guarani-Kaiowá e outros lembrados nas redes sociais são o último grito contra a extinção completa da cultura que era a original destas terras, antes das invasões européias.

    A Pindorama – nome tupi-guarani para “terra das palmeiras”, como chamavam o nosso país – pede socorro. Medindo felicidade pelo PIB, ao invés do novo conceito de “Felicidade Interna Bruta”, a mentalidade européia invasora não reconhece seu valor. A profunda mensagem de “Avatar”, sucesso de bilheterias, ainda não penetra em seus espíritos. O Brasil está empobrecendo sua cultura. Está perdendo parte de sua alma.

    * Montserrat Martins é médico e bacharel em ciências jurídicas e sociais.

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