• Daniel de Mendonça: "Não se está a favor de Marina, mas contra a mesmice"

    Daniel de Mendonça

    As impressionantes manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil em junho do ano passado literalmente estão “passando em branco” nesta campanha eleitoral. Os principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva fazem poucas e insuficientes referências às mesmas. Este “silêncio” não é apenas constrangedor, sobretudo à Dilma e a Aécio, mas igualmente pernicioso a essas candidaturas.

  • Matilha petista apela para a ignorância

    Rubens Filho

    Todo o ódio contra Marina Silva hoje, e antes contra Aécio Neves, manifestado pela matilha a serviço do PT nas redes sociais, me faz lembrar daquele provérbio:

    "As pessoas só merecem aquilo a que podem renunciar".

    Não querem largar o osso de jeito nenhum e, por ele, estão apelando para a ignorância. Se o PT não sabe viver sem o poder, não o merece. Viciado, tornou-se dependente dele.

  • O dia em que a Academia Pelotense de Letras mudou o nome do filósofo Nietzsche

    Da Redação

    Em vez de crase, colocaram acento agudo no A

    Sessão remember (* Publicado originalmente, no Amigos, em 15/11/2012)

    Nossa Academia Pelotense de Letras acrescentou mais uma gafe à sua coleção. Me disseram, não acreditei, até que vi. 

    Na base do pórtico de mau gosto que a Academia construiu com aprovação de igual mau gosto da Prefeitura (da qual o prefeito, Fetter, por coincidência, é imortal da entidade literária), colocaram acento agudo na letra A da frase "Á Tradição Cultural de Pelotas em seu Bicentenário". 

    Até os minerais sabem que o correto era um acento craseado - À.

  • Cinema: O último amor de Mr. Morgan

    Déborah Schmidt

    O Último Amor de Mr. Morgan acompanha Matthew Morgan (Michael Caine), e embora ele more em Paris há bastante tempo, ainda não conhece a língua local.

    Muito por conta de sua esposa (Jane Alexander), mas falecida há 3 anos, o protagonista vive um cotidiano triste e solitário na capital francesa. Até o dia em que conhece a jovem Pauline (Clémence Poésy), uma simpática professora de dança.

  • Noticiário pelotense esfriou

    Rubens Filho

    A eleição presidencial, sobretudo o crescimento súbito do fenômeno Marina Silva, tornou as eleições estaduais, ao menos no Rio Grande, tema "secundário" ou coisa pior.

    Se a eleição estadual não empolga, temas de Pelotas andam mais gelados que o himalaia.

    A não ser que ocorra um sinistro de proporções incomuns na cidade, os "fatos pelotenses" estão condenados a vagar solitários por um tempo, tentando desviar da nevasca. Ou abrigar-se numa caverna.

    Como se diz, é uma hora boa para "cuidar dos próprios dentes".

  • A imprevisibilidade torna a vida mais rica

    Nova York, há muito tempo
  • Marina empata com Dilma no 1º turno e vence no 2º turno por 10 pontos de diferença

    A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (29) confirmou tendência apontada, nesta semana, por outros dois levantamentos: um do Ibope, outro do instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional do Transporte.

  • Após Marina, tucanos entregaram os pontos, diz Ilimar Franco

    Os tucanos da campanha do candidato à Presidência Aécio Neves "jogaram a toalha", segundo o colunista Ilimar Franco, do Globo. E os da campanha da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, "ainda têm um fio de esperança".

  • O leão, Marina e a preocupação com o homem manco

    Rubens Filho

    Você talvez conheça a piada antiga sobre um espectador manco no circo. 

    Durante o número do domador de feras, um leão escapa da jaula armada no picadeiro e o público começa a fugir em bando para a saída, que é também a entrada.

    Por ser manco, o homem se locomove com dificuldade e vai ficando lá para trás na correria. Ele tenta avançar, nervosamente, para escapar da devora.

  • Torcedora gremista que xingou goleiro de 'macaco' é afastada do trabalho

    A torcedora gremista Patrícia Moreira foi afastada nesta sexta-feira de seu trabalho, no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar, informou a assessoria de comunicação da corporação. Ela é funcionária de uma cooperativa que presta serviços à Brigada.

  • Marina e o tempo

    Rubens Filho

    Posso estar errado, mas acredito que Marina Silva é uma candidata daquele tipo que quanto mais apanha de seus opositores, mais cresce.

  • Por que Pelotas não cria linhas de ônibus elétricos?

    Luiz Carlos Marques Pinheiro

    Já está na hora de as Autoridades municipais providenciarem a introdução de ônibus elétricos em Pelotas. Ônibus com emissão zero de poluentes. Não é mais aceitável a coexistência com veículos de transporte de massa emitindo poluentes no ar. É uma questão relevante de saúde pública.

  • Ministério público investiga supostas irregularidades na UFPel

    O Ministério Público Federal está em posse de um dossiê com denúncias de supostas irregularidades cometidas na concessão de bolsas de pesquisa e diárias a funcionários da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) na gestão atual, do reitor Mauro Del Pino. 

  • Tiroteio inútil

    Vivi Stuart

    O processo eleitoral, em vez de iluminar, parece ter vindo para cegar o eleitor. 

    O brasileiro, mesmo o que se considera bem informado, não consegue compreender com precisão o que está sendo dito pelos meios de comunicação, tanta a informação e a desinformação produzidas.

  • O dia em que perdi a amizade de um petista fanático

    Rubens Filho

    Todos nós temos um ou outro amigo petista, digo petista “doente, roxo”. Eles têm uma particularidade: veem defeitos em todos os partidos, menos no deles. Como são pitorescos, sobretudo os mais velhos, acabamos gostando deles do jeito que são. 

  • Seis meses após morte de garota atropelada na Marcílio Dias, Prefeitura não recuperou faixa de pedestres nem sinalizou local

    Da Redação

    Faixa de pedestres: abandono permanece mesmo após morte de garota

    No começo de janeiro deste ano, a garota Maria Eduarda, de 9 anos, foi atropelada e morta na rua Marcílio Dias, caminho da Colina do Sol, uma pista rápida mal iluminada em vários trechos. 

    A faixa de pedestres estava apagada, posicionada em diagonal, rente a uma esquina.

    Faltava sinalização aos motoristas alertando da faixa de segurança, em frente do condomínio onde vivia a menina e sua família, no sentido Centro-Colina do Sol.

  • Quando o barato sai caro (o desafio das drogas)

    Geraldo Hasse

    Somente com muita informação e debates profundos a sociedade poderá tirar as crianças da escadaria das drogas

    Por mais inspiradora que seja, a liberação controlada da maconha no Uruguai não pode servir como referência para uma mudança similar no Brasil.

  • Caso Falconi zerou chances de Gerdau na Fazenda

    Gastal (esq), funcionário de Gerdau (dir), ofereceu Falconi a Eduardo Leite

    Publicado originalmente em 25 de janeiro de 2013, no 247 (aqui)

    O empresário Jorge Gerdau, desde quando ficou claro, no final do ano passado, que o PIB de 2012 não ultrapassaria a marca de 1% de crescimento, passou a ser uma sombra para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Desde 2011 no governo da presidente Dilma Rousseff, o empresário global do ramo siderúrgico já vinha sendo visto como o principal consultor de Dilma em assuntos estratégicos.

    À frente da Câmara de Gestão e Planejamento, ele dá sugestões sobre medidas que estimulem a competitividade do Brasil. O chamado 'conselhão' não trata apenas de um assunto e tem uma cartela variada de temas. Daí para, numa hora de dificuldade, assumir a condução da economia seriam poucos passos a dar, já dentro do próprio Palácio do Planalto. Mas agora foram lançadas luzes sobre essa sombra – e Gerdau viu reduzidas a pó suas chances de coroar sua bem sucedida carreira como capitão de indústria e ser nomeado ministro da Fazenda.

    O farol atende pelo nome de Vicente Falconi. Trata-se do consultor contratado pelo governo federal, a pedido do próprio Gerdau, para contribuir com sua expertise na gestão pública. Falconi cumpre no governo o papel de quem pode dar pitacos em quase tudo, ensinando, por sua cartilha, procedimentos de gestão em diferentes áreas, para se ter uma administração pública eficiente.

    O EMBARAÇO - O problema não é esse. Falconi foi contratado, sem licitação pública, por honorários de R$ 59,1 milhões, tendo Gerdau como padrinho. Se se pode dizer que isso não é um escândalo, dado o currículo do contratado, no mínimo soa como algo muito pitoresco. Jorge Gerdau, afinal, foi chamado pela presidente Dilma Rousseff para contribuir com suas ideias na gestão – e não para terceirizar, por R$ 59,1 milhões, esse papel.

    As relações de Gerdau com PT da presidente sempre foram próximas, mas jamais tranquilas. Gigante global do ramo siderúrgico, com a bandeira da sua Gerdau fincada em países como Estados Unidos, Canadá, e em praticamente toda a América do Sul, ele reconhecidamente é um empresário duro com seus trabalhadores. Já declarou que prefere um empregado técnico a um colaborador político. Seu jeito de gerir já lhe rendeu uma série de conflitos trabalhistas nos Estados Unidos, e também aqui no Brasil.

    No governo de Dilma, Gerdau já desfrutou de uma série de audiências pessoais com a presidente da república. Mas não se sabe exatamente quais tem sido suas contribuições efetivas na gestão. Interlocutores do governo apontam a participação do empresário na decisão do executivo em reduzir as contas de energia elétrica. Empresas vão ter abatimento de mais de 30% nos valores, medida que pode, e muito, estimular a produção nacional.

    Porém o que fica dele é sua capacidade de articulação com outros empresários de porte tão grande quando o seu. Simpático e bonachão, Gerdau tem trânsito em todas as áreas. Seria, nessa condição, o nome ideal para substituir o ministro da Fazenda Guido Mantega em caso da economia engasgar.

    Ainda não se conhece a manifestação oficial de Gerdau a respeito do caso Falconi, mas seja qual for, o certo é que a repercussão da contratação sem licitação do consultor o tirou da fila dos que podem se sentar na cadeira de ministro. Pegou mal.

    LEIA MAIS:

    - Leite entrou num buraco negro com a Falconi

    Consultoria em educação pública não funciona como numa empresa privada porque 'município não se basta'

    Contrato não trará benefícios porque  maioria dos diretores de escola não está receptiva, acreditam educadores

    Um bom motivo para Leite pegar um avião até a Finlândia

    Contrato com Falconi surpreendeu porque não combina com 'estilo de Leite'

    Dificilmente Leite reverterá suspensão de contrato por TJ-RS

    Desembargadores suspendem, por unanimidade, contrato de Leite com Falconi

    Representante da Falconi ofereceu consultoria ao Sanep

    Juiz indefere liminar que pedia suspensão de contrato

    Procuradoria do Município contesta ação do MP que pede fim do contrato com Falconi

    Ministério Público pede suspensão e anulação do contrato entre Prefeitura e Falconi

    Em nota, Prefeitura explica motivo do contrato

    Leite vai gastar 2,2 milhões por consultoria. Vai botar dinheiro fora

  • Fonte diz que Leite pode ter 'se equivocado de boa fé' ao contratar Falconi

    Da Redação

    Uma pessoa próxima do prefeito me diz que Eduardo Leite (PSDB) contratou a Falconi com seriedade, crédulo no trabalho da Consultoria, com o objetivo de melhorar a relação de ensino-aprendizagem nas escolas municipais de Pelotas.

    A fonte admite, porém, a hipótese de que Leite possa se ter equivocado, de boa-fé, ao comprar a ideia da consultoria para a Educação, oferecida a ele pelo pelotense Cláudio Leite Gastal. 

    A Falconi tem como presidente outro pelotense, Mateus Bandeira, que presidiu o Banrisul no governo da também tucana Ieda Crusius. 

    FOLHA DE S. PAULO DIZ QUE CLÁUDIO GASTAL FEZ PRESSÃO NO GOVERNO POR CONTRATOS COM FALCONI

    Em 25 de janeiro de 2013, a Folha de S. Paulo publicava matéria (reprodução de trecho abaixo) com o seguinte título: Braço direito de Gerdau (Cláudio Gastal) fez pressão para governo contratar consultoria (de que empresário já tinha sido presidente). (Leia aqui a matéria inteira original da Folha de S. Paulo).

    Trecho da matéria na Folha denunciando a ação de Gastal

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  • Denúncias de vereadores de problemas e irregularidades no Programa Minha Casa, Minha Vida já foram feitas pelo Amigos de Pelotas há três anos

    Rubens Filho

    Levei as matérias que produzi sobre o caso ao procurador da República. Ele reabriu investigação e ingressou com ação contra os proprietários das imobiliárias associadas Fuhro Souto e HFM e mais Caixa, Banco do Brasil e construtora Capamax.

    Na época, vereadores e deputados se calaram, mesmo os do PT, partido da presidente Dilma, que criou o Programa Minha Casa, Minha Vida.

    Leio no site da Câmara que o presidente do Legislativo, vereador Ademar Ornel (DEM), reclamou da ausência de integrantes da Prefeitura em audiência pública ocorrida na sexta passada e que recebeu moradores dos residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida.
  • Um bom motivo para Eduardo Leite pegar um avião para a Finlândia

    Da Redação

    Escola pública na Finlândia: melhor do mundo

    O prefeito Eduardo Leite, que contratou em fevereiro passado a consultoria mineira Falconi, sem licitação, por R$ 2,2 milhões, para melhorar a relação ensino-aprendizagem nas pouco mais de 100 escolas públicas do município, tem um ótimo motivo para fazer uma viagem de trabalho. Ou, se preferir, estabelecer uma teleconferência com um país campeão em matéria de educação, a Finlândia.

    Viagem ou teleconferência podem ser importantes porque o contrato que Leite firmou com a Falconi encontra-se suspenso, neste momento, pela unanimidade dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que condenaram a falta de licitação.

    O EXEMPLO 'FINLÂNDIA' - A Person, editora que publica a revista Economist, publicou há pouco um estudo sobre a educação pública no mundo, comparando países. 

  • PT quer ampliar desgaste de Aécio com aeroporto

    O Partido dos Trabalhadores traçou uma estratégia para desgastar o candidato tucano Aécio Neves, até o início do horário eleitoral, que começa no dia 19 de agosto. 

    O plano consiste em esticar ao máximo a crise deflagrada na campanha tucana desde que eclodiu o caso sobre a construção de um aeroporto em Claudio (MG), a seis quilômetros de uma fazenda do senador. 

    O próximo passo será pedir à Aeronáutica a informação de todos os pousos e decolagens no aeroporto, segundo antecipou o colunista Felipe Patury, da revista Época, na nota abaixo:

    Lista de espera

    O comando do PT mineiro pediu à Aeronáutica informações sobre os voos que pousaram no aeroporto do município de Claudio, construído numa área em litígio entre o governo do Estado e parentes do presidenciável tucano Aécio Neves. Os petistas querem prefixos dos aviões e nomes dos tripulantes.

  • Lau e as decepções à esquerda e à direita

    Lau

    Infelizmente, mesmo que gostem de pensar que são generosas, a maioria das pessoas só é solidária a si mesma. Na hora agá, quando a coisa aperta, corre cada qual pro seu lado. O tempo, as decepções, a falta de organização tornam sem fé os que um dia acreditaram. 

    Eu, por exemplo, já fui de Esquerda. Era tão apaixonado pelo ideário que até meus colegas de Esquerda começaram a desconfiar de mim e a me boicotar. O mal-estar foi tanto que abandonei a trilha. Fiz uma experiência então à Direita, mas o mal também chegou, por motivos iguais.

  • Cena frequente em alguns supermercados de Pelotas

    Da leitora Ana Bercley:

    "Cena frequente em alguns supermercados de Pelotas: desabastecimento e falta imediata de reposição de produtos. De repente, também, alguns produtos desaparecem de vez e nunca mais voltam a ser comercializados".

  • 'Memórias de o que já não será', novo livro de Schlee, vai ser lançado dia 31 próximo

    Aldyr Garcia Schlee lançará novo livro de contos - Memórias de o que já não será. No próximo dia 31 de julho, na Biblioteca Pública Pelotense, a partir das 18h. O evento é patrocinado pela livraria Mundial e a editora do autor, Ardotempo.

    Abaixo, texto do editor:

    Este livro de Aldyr Garcia Schlee retoma, em quinze contos exemplares, a constante e característica preocupação desse premiado e reconhecido autor com o tempo que passa – e se perde e se ganha – na vida e em seu mundo literário (o da fronteira brasileiro-uruguaia sobre o rio Jaguarão). 

    Nestes contos, Schlee se debruça sobre o que foi: aquilo que foi e já não é, aquilo que simplesmente deixou de ser; mas, o que lhe interessa contar e conta é o que foi e já não será, que é mais que passado: é aquilo que não pode mais ser, que perdeu a razão de ser, a finalidade de ser, e que não adianta ser – porque está definitivamente perdido por falta de serventia ou de utilidade ou de atualidade.

    Assim, estes contos, Schlee os compõem entre o que fica e se perde como memória; e entre o que se perde e o que fica como imaginação.

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