http://www.marvelsul.com.br/site/content/home/
  • Ai, que calor,,,
    21/01/2014 | 21h22

    Fotografia

    Helmut Newton, fotógrafo de moda alemão.

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  • Novos nomes para a Secult
    21/01/2014 | 21h07

    P. R. Baptista, comentando o post Uma queda anunciada na Secult

    "Espero que a escolha do novo ocupante da Secretaria (de Cultura) recaia em alguém com clareza a respeito das frentes nas quais cabe investir em cultura. Ou seja, alguém que não traga um pensamento empresarial e que tenha, ele próprio, bagagem cultural e discernimento para lidar com nossa realidade.

    Considerando que seja um nome de algum modo alinhado politicamente com o governo Eduardo Leite, parece-me que Henrique Pires poderia ser lembrado. Igualmente Valter Sobreiro Júnior, que foi apoiador, assim como Beatriz, do prefeito. 

    Abrindo mais o leque haveria, claro, outros nomes. Só vamos torcer que não seja um burocrata, um empresário ou um secretário do tipo interino. Pelotas necessita de alguém que reacenda o debate cultural na cidade e que transponha uma agenda por enquanto ainda restrita a eventos.

    Fortino Reyes, sobre o mesmo post:

    ...alguém que não traga um pensamento empresarial e que tenha, ele próprio, bagagem cultural... Muito bem, P. R. Baptista, eu também penso assim, Henrique Pires, Valter Sobreiro Jr. são nomes que me passaram pela cabeça, e acrescentaria mais um: Aldyr Garcia Schlee. Precisa mais do que esses três nomes?

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  • Falta de água, mais uma vez
    21/01/2014 | 19h21

    O Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) informa que o Sítio Floresta, a Vila Princesa e outras localidades das Três Vendas estão sem água, na tarde desta terça (21). A culpa, segundo o Sanep, é da falta de luz, desde às 14h, na Estação de Tratamento de Águas (ETA) Sinnott, o que obriga a adutora a parar de funcionar, deixando de captar água.

    Segundo o presidente da autarquia, Jacques Reydams, o Sanep fez contato com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que informou não existir previsão de retorno da energia elétrica para o local. “Se a falta de energia persistir por mais duas horas, a falta de água vai afetar os bairros Areal e Laranjal”, alerta Reydams.

    A ETA Sinnott produz quatro milhões de litros de água por hora e as faltas de energia frequentes afetam o sistema, provocando colapso que seca adutoras e redes rapidamente.

    Da Redação - Todos os anos tem falta de luz e falta de água, mas não precisava ser assim. Sempre que o Sanep põe a culpa na CEEE, vale perguntar o motivo de a Prefeitura não ter geradores de energia para enfrentar os problemas de abastecimento.

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  • Reparação
    21/01/2014 | 09h48

    Marcos Macedo

    Ian McEwan (foto) é um escritor inglês que faz grande sucesso de crítica em todo o mundo. Ele é autor de "Na Praia" e "Jardim de Cimento", obras que têm um ritmo lento, assim como "Reparação", que foi adaptada para o cinema com o título "Desejo e Reparação". 

    É difícil transpor para a tela o estilo minucioso de McEwan; como é comum acontecer, o filme ficou muito aquém do livro.

    A prosa de McEwan é quase estática. Ele mesmo reconhece que sua ficção "pode resvalar no preciosismo quando falta um movimento para frente" e que deve haver "um desenvolvimento, uma correnteza subjacente de simples narrativa". A menina não pode ficar parada na janela; ela deve intervir. É essa tensão entre imobilidade e desenvolvimento lento, que por acúmulo gera mudanças radicais, o que a adaptação para o cinema não consegue captar. O filme parece mal amarrado, coisa que o livro, uma obra-prima, não é.

    Essa tensão, a correnteza subjacente escondida sob a narrativa, representa a própria essência da forma literária romance. Em McEwan isso é visível como em poucos outros escritores.

    É também por causa dessa característica que exista quem critique o gênero. O romance não representaria o mundo como ele de fato é.  "Cada um de nós tem milhares de vidas", escreveu a sul-africana Nadine Gordimer, Prêmio Nobel de Literatura 1991, "e o romance dá a um personagem apenas uma vida". Por essa ótica, o conto seria mais realista que o romance por causa da unidade de ação. Só os fragmentos de nossas vidas fariam sentido; a vida como um todo não passaria de um acúmulo de experiências desconexas e sem significado. A correnteza subjacente sob a narrativa não existiria na vida real.

    Ian McEwan

    Camus, o escritor existencialista, fundou sua filosofia do absurdo justamente sobre essa idéia. Ele sugeriu que nós gostamos de ler romances porque a vida dos personagens fazem um sentido que nossas vidas jamais terão. Os heróis da ficção nos fascinam porque terminam o que nós não ousamos nem começar.

    Discussões téoricas à parte, os livros de McEwan são excelentes. "Reparação" é a história desastrosa do filho da arrumadeira que se apaixona pela filha do patrão, e que desemboca - "a correnteza subjacente escondida sob a narrativa" - na tragédia da retirada inglesa de Dunquerque na Segunda Guerra.

    Sem exagero: de Ian McEwan vale a pena ler tudo.

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  • Uma queda anunciada na Secult
    20/01/2014 | 19h30

    Beatriz Araújo: atuação aquém

    Última atualização: às 07h31 de 21/01/2014 (FIM)

    Quando um membro do primeiro escalão deixa um governo, a versão oficial, em 99% dos casos, é de que o fez por vontade própria. É como se dá esse sempre delicado ritual de passagem. Valoriza-se quem sai, já que está saindo mesmo, não há por que agir diferente. Beatriz Araújo pode ter pedido para sair da Secretaria de Cultura de Pelotas (Secult), mas o ambiente em que sua saída acontece estava criado por uma sucessão de eventos, alguns não admitidos publicamente. O principal, indicam os fatos, foi a ausência, na personalidade de Beatriz, de um atributo essencial a um dirigente, sobretudo em cargo público: jogo de cintura.

    Além disso, o pedido formal de exoneração antecipa-se, não por coincidência, à reforma do secretariado, anunciada por Leite para ocorrer em fevereiro ou março próximos.

    O afastamento de Beatriz já era de conhecimento do governo há mais tempo. O prefeito chegou a ser avisado dele "pela imprensa". Foi há dois meses, em nota cifrada publicada no Diário Popular, logo depois da problemática Feira do Livro de 2013. A nota informava que "um membro do primeiro escalão iria deixar a Prefeitura em breve para cuidar de sua empresa privada" e que "ofereceria seus serviços, gratuitamente, à Prefeitura", exatamente o mesmo que ocorreu a Beatriz, embora o release oficial com a notícia de sua exoneração não mencione explicitamente a gratuidade dos futuros serviços que ela venha a prestar como "conselheira", como diz o release.

    Beatriz, que no final de 2013 esteve no foco de uma polêmica com os livreiros, por conta de mudanças impostas pela Secult à Feira do Livro, chegou ao cargo pelas mãos de Paula Mascarenhas, a vice-prefeita. Prestigiada, conseguiu autorização para montar sua equipe com pessoal escolhido exclusivamente por ela, cerca de cinco cargos de confiança.

    Empossada, tomou decisões e adotou posturas que a desgastaram rapidamente. 

    A então secretária, que na iniciativa privada fez fama como empresária competente para elaborar e captar recursos para projetos culturais, deu início à sua gestão decidindo refazer procedimentos administrativos adotados para o Carnaval de 2013 pelo governo anterior, de Fetter Jr., do qual ela fora demitida do cargo de secretária de Cultura após um conflito com Fetter. Aquela decisão de Beatriz provocou o adiamento do Carnaval, remarcado para 23, 24 e 28 de fevereiro e 1º, 2 e 3 de março.

    Anúncio pela Secult da liberação da passarela do samba não correspondia à realidade e foliões entraram em confronto com a polícia

    O adiamento teve um agravante que se transformou no primeiro revés forte da gestão de Eduardo Leite. A festa, já fora do calendário oficial, acabou sendo cancelada no dia marcado para começar. Em entrevistas à imprensa, pessoal da Secult informava que os bombeiros haviam liberado a passarela do samba, o que terminou não se confirmando. Em vistoria realizada no sábado de estreia do Carnaval, os bombeiros não autorizaram os desfiles, por razões de segurança. Como reação, cerca de 2 mil foliões que aguardavam para desfilar, e esperavam há horas, partiram para cima da polícia de choque, jogando pedras. Os policiais reagiram com bombas de gás e balas de borracha e o prefeito teve de deixar a passarela por uma saída distante dos confrontos, escoltado por policiais.

    Esqueceram a legislação

    Segundo o laudo dos bombeiros, o alvará não foi concedido porque a Prefeitura (leia-se Secult) não havia observado a legislação quanto ao tamanho das saídas de emergência na área das arquibancadas. Para liberar a passarela, exigiram do Executivo que desmontasse e remontasse as arquibancadas, o que foi feito por empresa contratada, permitindo os desfiles, no entanto, só uma semana depois. 

    Carnaval de 2013 foi cancelado no dia em que deveria ocorrer: bombeiros não liberaram a passarela, pois o evento, a cargo da Secult, não respeitava a legislação de segurança

    Se já não era perfeito, o trânsito de Beatriz entre os carnavalescos, grupo "fechado e corporativo", tornou-se mais difícil. Ela era vista como uma secretária da "elite", que não gostava de Carnaval, imagem que, segundo seus aliados, não é real. O fato é que o episódio acima ajudou a consolidar a animosidade, tanto que não foi Beatriz quem representou a Prefeitura no Grupo de Trabalho (GT) criado para, junto aos carnavalescos, repensar o modelo de Carnaval para 2014. Um membro de sua equipe de confiança fez esse papel. Vale observar: o modelo acabou não sendo alterado após as discussões do GT. Foi alterado apenas o local dos desfiles - em vez de continuar ao lado da antiga Estação Férrea (impossível porque o Supermercado Guanabara, proprietário da área, negou essa possibilidade), os desfiles seriam, agora, neste ano, na avenida Bento Gonçalves. Mas, na última hora, este local também foi descartado, após cinco escolas de samba desistirem de desfilar.

    Natal Luz e Carnaval nas mãos de empresário 

    Para completar, a Prefeitura comprou, de última hora, um projeto de Carnaval para este ano, de autoria de Mário Kleinovsky, empresário do mesmo ramo de Beatriz (produções culturais), prestes a ser realizado na região do Porto. Mário é o mesmo empreendedor que produziu o recente Natal Luz, na Praça Cel. Pedro Osório, considerado um sucesso pela Prefeitura, ao custo extraoficial, cobrado pelo empresário, de cerca de R$ 100 mil, valor equivalente a duas vezes o salário líquido de um secretário de governo pelo período de dois anos. 

    Natal Luz foi realizado por empresário indicado pela Secretaria de Desenvolvimento. A Secult colaborou com o evento, não o capitaneou

    Mário foi apresentado ao governo pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Estima, e sua presença vem crescendo nas hostes oficiais, embora vereadores comecem a questionar os repasses de dinheiro da Prefeitura para eventos como o Natal Luz e, agora, o Carnaval no Porto. Para fazer o Natal Luz, a Prefeitura repassou cerca de R$ 100 mil à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que oficialmente pagou o evento. Nessa modalidade, embora envolvendo dinheiro público, não foi realizada licitação para contratar a empresa de Mário.

    Feira do Livro

    O segundo grande desgaste da então secretária ocorreu na preparação da Feira do Livro do ano passado, com 50 anos de história, realizada em novembro. Há 20 anos a Feira tinha por local a praça Cel. Pedro Osório, a exemplo da feira de Porto Alegre, que ocorre na Praça da Alfândega. Contudo, a três meses do evento, Beatriz comunicou à direção da Câmara Pelotense do Livro que os livreiros não poderiam montar suas bancas na área do Redondo (em volta do chafariz) e nas alamedas do logradouro, como sempre faziam. Teriam de montar as bancas sobre o leito das ruas Quinze de Novembro e Lobo da Costa, no entorno da praça.

    Foram duas as alegações centrais para a mudança de local: o congestionamento de pessoas e o perigo de "estragar a praça". Os livreiros reagiram, alegando que os argumentos não se sustentavam - e mobilizaram vereadores. Pressionado, o prefeito teve de entrar em cena. Ele não voltou atrás na decisão de retirar as bancas da praça, mas também não insistiu na solução apresentada por Beatriz. Leite apresentou uma ideia salomônica, sugerindo como sede o Mercado Público, onde, finalmente, a feira ocorreu e os livreiros aprovaram. Até se chegar a esse local, porém, o tema reverberou na imprensa. Até a RBS/TV entrou no assunto, expondo o conflito Prefeitura x Livreiros, enfatizando a incoerência da proposta de mudança inicial do ponto, um desgaste que suplantou a secretária e atingiu o prefeito e a imagem do governo.

    Piorando as coisas, durante o conflito, um funcionário de confiança de Beatriz redigiu um artigo, publicado no Diário da Manhã e no site de outro funcionário de confiança da então secretária, em que atacava os livreiros, acusando-os de "formarem um feudo". O tiro, porém, saiu pela culatra. O pseudônimo do autor, "Wladimir Karpov", tentava encobrir a autoria do artigo, descoberta pelo Amigos. A revelação da autoria se tornou constrangedora para a Prefeitura, pois materializou uma vez mais a falta de jogo de cintura e a disposição de acirrar o conflito pelos lados da Secult. Conflito este, vale ressaltar, criado desnecessariamente, sob argumentos pueris, ao ponto de ao final do evento no Mercado a vice-prefeita dizer que "a Feira do próximo ano poderá voltar a ocorrer na praça". Se pode voltar, por que saiu?

    Feira do Livro no Mercado: solução salomônica tirada da manga pelo prefeito para resolver um impasse criado sem necessidade

    Release 'revelador'

    O release da Prefeitura sobre a saída de Beatriz comunica coisas pelo que diz e pelo que não diz. Começando pelo que não diz, quando puxa da memória exemplos de boa gestão da secretária, Eduardo Leite menciona três fatos. Nessa pequena lista, não aparece nem Feira do Livro nem o Carnaval nem o Natal Luz (veja no post abaixo deste). Ao bom leitor, restará claro que a passagem de Beatriz, aos olhos do prefeito, não foram só rosas, mas espinhos também.

    Outro ponto do release é a preocupação ostensiva de elogiar a subordinada que sai. A profusão de adjetivos é tanta que Leite parece "desculpar-se por algo". Nem mesmo Hilda de Souza, madrinha política de Paula e de Eduardo, que deixou o governo para tratar de um câncer, mereceu tantos adjetivos aduladores no seu afastamento. O release carrega nas tintas, chegando a dizer que Beatriz é amiga de Eduardo e que este a considera "uma grife da cultura pelotense e estadual (...) foi sobretudo uma honra tê-la como condutora e organizadora do setor (...) ela formou uma identidade para a Secult".

    Se o mundo oficial tem muito de representação teatral, e tem, a verdade é que a atuação da então secretária não foi 100%. Afora a não observância da legislação de segurança contra incêndio, que obrigou a Prefeitura à absurda tarefa de desmontar arquibancadas do Carnaval e remontá-las por uma semana a partir do dia em que a festa deveria começar, o pior momento da secretária foi quando impôs aos livreiros a mudança de local da Feira do Livro, uma tacada sem sentido derivada da condução inábil de um assunto que sequer passou pela análise do Conselho Municipal de Cultura. Eduardo não diz, mas para ele a performance de Beatriz ficou aquém.

    No fim das contas, o que importa nessa história é o espírito público... O cidadão que paga impostos e rala na obscuridade, sem tempo para vaidade pessoal, não está preocupado com o sexo do pato, mas sim em saber se ele bota ovo.

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  • Beatriz Araújo não é mais secretária de Cultura
    20/01/2014 | 17h43

    Última atualização às 19h15

    Beatriz Araújo não é mais secretária de Cultura. Em férias, não retornará ao cargo em fevereiro. O substituto não foi anunciado. A informação foi confirmada, há pouco, pelo prefeito Eduardo Leite.

    Os rumores sobre sua saída não são recentes. Com seu gesto, ela se antecipa à reforma do secretariado anunciada pelo prefeito para fevereiro ou março próximos.

    Beatriz ganhou o cargo na cota da vice-prefeita, Paula Mascarenhas. Ela levou a pasta de "porteira fechada", expressão usada em política para descrever quando ao titular é dado o direito de escolher todos os membros de sua equipe, sem aceitar indicações políticas ou técnicas nem mesmo do prefeito ou do (da) vice.

    Nesta situação, quando o secretário deixa a pasta, a tendência é de que sua equipe o acompanhe na saída.

    Até o final do mês, a Secretaria terá um titular interino: Giorgio Ronna, funcionário de confiança nomeado por Beatriz. Até lá o prefeito vai indicar o substituto oficial.

    Exoneração

    Oficialmente, Beatriz pediu para sair. Segundo release da Prefeitura, ela entregou ao prefeito, nesta segunda (20), pedido de exoneração "em caráter irrevogável", acompanhado de uma carta ao prefeito e à vice, em que explica suas razões. O principal motivo, segundo o release, foi "a necessidade de Beatriz de cuidar de sua empresa particular de produções culturais, acrescentando: 

    "Desde janeiro de 2013, dedico-me integralmente ao bom desempenho da minha função no governo, na atenção às demandas do Município, e a honrar a confiança que os senhores depositaram em mim, mas não consegui nesse período reunir as condições necessárias para atender minha empresa de forma adequada, o que comprometeu, inclusive, a sua existência; ela é o meu maior patrimônio e o meu meio de sustento".

    O release diz que o prefeito "aceitou a decisão da secretária e amiga, em vista de ser o resultado de reflexão profunda e de argumentos irremovíveis. 'É preciso respeitar o momento de vida dela. Sua decisão é legítima e compreensível'". 

    O release diz mais: "O prefeito ressaltou a confiança, inalterada, que continua a ter em Beatriz, que emprestou seu nome à Secretaria de Cultura (Secult) nos momentos mais difíceis, agradeceu a satisfação em contar com seu trabalho, principalmente no ano mais duro do governo, o ano de colocar a casa em ordem, e lamentou que ela não esteja à frente da pasta quando os frutos do que plantou forem colhidos: 'O fato de ter contado com Beatriz, uma grife da cultura pelotense e estadual, nesse período, foi sobretudo uma honra; tê-la como condutora e organizadora do setor para fazê-lo andar de forma eficiente e ampla foi muito importante para o governo, pois ela formou uma identidade para a Secult e com seu desprendimento e doação à causa pública consolidou uma filosofia de democratização do acesso à cultura em Pelotas'”. 

    O release diz ainda que "o prefeito ressaltou que, mesmo fora da Secretaria, contará sempre com a participação de Beatriz como conselheira da área. E que ela foi uma das responsáveis por assegurar a verba de R$ 32 milhões junto ao PAC Cidades Históricas, para Pelotas. Outra realização de destaque da secretária foi a democratização do acesso aos editais e recursos da pasta, a consolidação e ampliação do Pró-Cultura e a criação do pioneiro Dia do Patrimônio".

    Ainda o release:

    "Beatriz agradeceu a oportunidade de ter trabalhado na administração de Eduardo. 'Esses meses renovaram a minha crença no governo e tenho certeza de que irei acompanhar todo o sucesso reservado ao Eduardo, à Paula e a sua equipe nos próximos tempos', projetou. 'Reconheço a chance de trabalhar do jeito que eu acho certo e de realizar um sonho; sempre estarei por perto', disse.

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  • Puro prazer, Paris de Atget
    19/01/2014 | 22h25

    Fotografia

    Mais imagens. E informações do autor 

  • Sincretismo na alma do Brasil
    19/01/2014 | 21h37

    Montserrat Martins

    Candomblé, católicos e evangélicos convivem nas mesmas famílias, em Salvador, com exercícios de tolerância recíproca que não são fáceis, mas necessários. Sincretismo não é artigo de luxo para turista ver, é o ingrediente mais fundamental na formação do nosso povo.

    Do século XVI ao XIX, africanos de grupos étnicos diversos e rivais foram escravizados e trazidos ao Brasil. Os Iorubás vieram da região onde hoje fica a Nigéria, os Fons foram trazidos de Benin, os Bantus das regiões de Angola, Congo, Guiné, Moçambique, Zaire. As origens destes e de outros grupos estão bem descritas no livro “O Candomblé bem explicado”, de Odé Kileuy e Vera de Oxaguã.

    Por mais de três séculos foram comercializados como escravos e o primeiro sincretismo obrigatório começou entre eles próprios, que vinham muitas vezes de tribos rivais. A dispersão da etnia Bantu no Brasil abrangeu os estados do RJ, SP, MG, ES, MA, PE, BA e RS. Os Iorubás e Fons foram para áreas urbanas do RJ, SP, BA, PE e MA. Alguns reinados africanos foram cúmplices do escravagismo, vendendo os vencidos em guerras intertribais. Vivenciando a mesma condição de escravos no Brasil, grupos rivais foram forçados a interagir pela preservação de sua cultura.

    Nietszche: o que não te mata te fortalece

    O Candomblé foi criado no Brasil (fato que muitos desconhecem), naquelas condições adversas. Obrigados ao catolicismo, passaram a cultuar seus orixás através dos santos católicos, com as analogias possíveis. Ogum em São Jorge, Obá em Santa Bárbara, e por aí em diante. O que não te mata te fortalece, como disse Nietzsche, e foi assim que a cultura religiosa africana sobreviveu e se enraizou com muita força em todo o Brasil.

    Existe um “apartheid brasileiro” que mais de um século depois da escravidão separa os negros de cargos de poder econômico no país, mas no terreno cultural as barreiras foram vencidas, principalmente na música e no esporte. Com os múltiplos sincretismos que foram sendo criados através dos séculos, a cultura afrodescendente se manteve viva e vigorosa.

    Já os indígenas, além genocídio que sofreram (de sua população de milhões de pessoas aos poucos sobreviventes de hoje), também foram exterminados culturalmente. É mais fácil você encontrar um livro sobre os xamãs dos esquimós ou dos índios americanos do que sobre os brasileiros, por exemplo. Os Guarani-Kaiowá e outros lembrados nas redes sociais são o último grito contra a extinção completa da cultura que era a original destas terras, antes das invasões européias.

    A Pindorama – nome tupi-guarani para “terra das palmeiras”, como chamavam o nosso país – pede socorro. Medindo felicidade pelo PIB, ao invés do novo conceito de “Felicidade Interna Bruta”, a mentalidade européia invasora não reconhece seu valor. A profunda mensagem de “Avatar”, sucesso de bilheterias, ainda não penetra em seus espíritos. O Brasil está empobrecendo sua cultura. Está perdendo parte de sua alma.

    * Montserrat Martins é médico e bacharel em ciências jurídicas e sociais.

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  • Carnaval: conexão Pelotas-Olinda
    19/01/2014 | 18h03

    Luiz Minduim, comentando o post O Carnaval Itinerante de Pelotas

    O Carnaval de Pelotas, não me canso de repetir, é uma festa de participação popular, carnaval de rua, com mascarados, bandas, burlescos e muita folia. 

    As escolas de samba também são importantes e têm suas torcidas... 

    O Carnaval da cidade inicia sua decadência com as passarelas e a tela de galinheiro. O tal de carnaval-espetáculo é para sambódromos e cidades de grande porte. Minha sugestão é retomar um carnaval de rua, não só na Quinze, mas nos bairros, sem muita organização nem camarotes caros e bizarros. 

    Penso no Carnaval de Olinda, totalmente de rua e numa cidade histórica como a nossa, com seus bonecos enormes. E, no Rio, fico com os modelos dos blocos de cada bairro. 

    A Prefeitura tem muito mais projetos culturais para planejar e investir.

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  • Postais pelotenses: Partitura
    19/01/2014 | 17h53

    Fiação pelotense
    Por causa do vento e da umidade, os microorganismos prosperam até mesmo na fiação elétrica de Pelotas, produzindo vida própria da terra, a lembrar uma partitura primitiva de alguma peça dramática.

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  • Rush
    19/01/2014 | 15h52

    Déborah Schmidt

    Muito antes das rivalidades na Fórmula 1 entre Nelson Piquet x Nigel Mansell e Ayrton Senna x Alain Prost, nos anos 70 o confronto foi entre o britânico James Hunt e o austríaco Niki Lauda. 

    Interpretados, respectivamente, pelo australiano Chris Hemsworth e pelo alemão Daniel Brühl, Rush: No Limite da Emoção é dirigido por Ron Howard, diretor vencedor do Oscar por Uma Mente Brilhante (2001).

    O longa inicia com a narração de Lauda através de imagens do fatídico GP de Nürburgring, na Alemanha, em agosto de 1976. O tempo volta 6 anos para mostrar James Hunt e o novato Niki Lauda nos primeiros sinais de rivalidade na Fórmula 3.


    O ótimo roteiro de Peter Morgan explora as personalidades distintas dos protagonistas. Enquanto o piloto britânico é carismático, mulherengo e audacioso, o austríaco é brilhante, metódico e perfeccionista. Apesar de opostos, os dois tinham em comum a gana por vitórias, mesmo que por motivos diferentes.

    Niki Lauda, hoje

    Tais características também estão presentes em suas vidas pessoais. Depois de um longo relacionamento, Lauda casou com Marlene (Alexandra Maria Lara) e Hunt rapidamente casou-se com a modelo Suzy Miller (Olivia Wilde), que depois o trocou pelo ator Richard Burton. No esporte, Hunt era arrojado, capaz de manobras perigosas, e Lauda estudava cada movimento - seu profundo conhecimento de aerodinâmica e mecânica lhe permitia ajustar seu carro com perfeição. Lauda, também era extremamente cuidadoso com a segurança, tanto que na corrida de seu acidente ele reuniu os pilotos para pedir o cancelamento da prova devido a uma grande chuva.

    Não serão apenas os fãs da F1 que vão se empolgar com as eletrizantes cenas das corridas, em especial a sequência do trágico acidente de Lauda, que ficou quase 1 minuto preso no carro em chamas. A fotografia capricha ao utilizar um estilo retrô com saturação para situar o espectador na época. A trilha sonora também colabora com a ambientação, em mais uma parceria de Ron Howard com o mestre Hans Zimmer.

    Com excelente química entre os protagonistas e atuações impecáveis deles, quem brilha mesmo é Daniel Brühl. O ator, que possui origem espanhola, desempenha um trabalho fantástico na caracterização, no sotaque e na forma de falar de Niki Lauda. A incrível maquiagem realçou ainda mais sua performance e ele faz com que realmente sintamos sua enorme agonia, não pelas terríveis sequelas do acidente, mas sim por não poder competir.

    Rush nos presenteia com um belíssimo final, com a narração de Niki Lauda enquanto vemos imagens reais dele e de James Hunt na época e cenas do próprio austríaco nos dias atuais. Ele relembra Hunt como “a única pessoa que invejei”. É a rivalidade revelando seu lado mais humano.

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  • Drops de sabedoria
    19/01/2014 | 03h27
    "Rico é quem precisa de pouco".

    José Mujica, presidente do Uruguai

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  • Eleições, vistas de janeiro
    18/01/2014 | 10h50

    Este mês sempre apontou o favorito no ano das presidenciais. Na perspectiva atual, Dilma Rousseff já ganhou

    Presidenta Dilma Rousseff

    Marcos Coimbra*, Carta Capital

    Desde o fim da ditadura, em todas as eleições que fizemos, as pesquisas disponíveis em janeiro conseguiram antecipar o que as urnas mostraram.

    Em três, os favoritos no início do ano eleitoral terminaram vencendo. Em janeiro de 1998, Fernando Henrique Cardoso liderava e nenhum adversário apresentava  fôlego para derrotá-lo. Lula chegou a quase empatar nas pesquisas de junho, mas a vantagem do tucano prevaleceu.

    Nas duas oportunidades em que Lula teve sucesso, a mesma coisa: em janeiro de 2002, obtinha índices parecidos à votação que recebeu no primeiro turno. José Serra, Anthony Garotinho e Ciro Gomes, cada um de sua vez, cresceram, mas nenhum se firmou. Quatro anos mais tarde, algo semelhante. De janeiro de 2006 para a frente, o petista nunca perdeu a dianteira.

    Em 1989, 1994 e 2010 o líder de janeiro não venceu. Mas, adequadamente interpretadas, as pesquisas identificaram o que acabou acontecendo. A eleição mais difícil de prever foi a primeira. Ninguém apostava na vitória de Fernando Collor.

    Era, no entanto, uma hipótese admissível. O desejo de renovação do eleitorado, sua disposição para o risco, a rejeição ao governo José Sarney, tudo se conjugava para torná-la possível. Feitas em maio de 1988 e janeiro de 1989, pesquisas da Vox Populi indicavam que quase 40% do eleitorado queria votar em “um candidato novo, desvinculado dos partidos tradicionais”. Collor surgiu como oferta para aquela procura.

    Em 1994, o fraco desempenho de Fernando Henrique nas pesquisas de janeiro só enganava quem desconhecia a formidável armação em curso. Nada menos que um plano anti-inflacionário havia sido sincronizado com o calendário eleitoral, de forma a turbinar a candidatura do ministro da Fazenda que por ele era responsável.

    (E ainda há quem, na oposição hoje, se diga “indignado” quando, por exemplo, o governo Dilma Rousseff anuncia, para 2014, metas mais ambiciosas para programas como o Minha Casa Minha Vida, achando que é “intervenção” do governo na eleição. Quem viu o tamanho da “intervenção” que foi o Plano Real só pode achar cômica a acusação.)

    Quanto a 2010, a vantagem que Serra apresentava em janeiro tinha a consistência de uma quimera, na qual talvez apenas seus amigos na “grande imprensa” acreditavam. Qualquer um medianamente versado na análise de pesquisas percebia que Dilma seria eleita.

    Assim, em todas nossas eleições modernas, seja quando apontaram o nome do vencedor, seja quando deixaram claros os sentimentos com que o eleitorado estava indo para as urnas, as pesquisas feitas a distância em que estamos da eleição foram capazes de mostrar o que terminou por ocorrer.

    Há alguma razão para imaginar que, em 2014, será diferente? Considerando o cenário provável (em que enfrentaria Aécio Neves, pelo PSDB, e Eduardo Campos, pelo PSB) Dilma tem, nas pesquisas recentes, mais vantagem que Fernando Henrique em 1998 e Lula em 2002 e 2006, em momento semelhante. Seus 42% superam os 35% do tucano e os 30 e poucos pontos porcentuais de Lula em janeiro daqueles anos (dados do Datafolha e do Ibope).

    Ou seja: se repetirmos, este ano, o padrão daquelas eleições (das quais duas de reeleição), ela deve ser considerada favorita absoluta.

    Poderíamos, ao contrário, ter algo análogo às eleições de 1989, 1994 e 2010?

    Nada indica que exista hoje um sentimento parecido àquele da primeira. O eleitor brasileiro típico não aceita aventurar-se na procura de mudanças vagas e calcula que tem muito a perder se acreditar na conversa de candidatos que mal sabem quem são. Um “novo Collor” é, a bem dizer, impossível.

    Existe, nas oposições, alguém que possa ser um “novo Fernando Henrique”? Têm elas instrumentos para voltar a fabricar um personagem como aquele de 1994? Fora do governo, é certo que não.

    Caberia pensar em uma “nova Dilma”, um nome de desempenho modesto nas pesquisas atuais, mas apoiado por uma liderança do calibre de Lula, capaz de superar qualquer adversário?

    Não. O que Aécio enfrenta são problemas com seus correligionários. Eduardo Campos conta, no máximo, com o endosso de Marina Silva, que, comparada a Lula, é uma força miúda.

    Sempre é possível que o inesperado aconteça. Mas o provável é que as pesquisas de agora sejam confirmadas em outubro, como nas eleições anteriores.

    * Marcos Coimbra, diretor do Instituto de Pesquisas Vox Populi.

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  • Os Lobos, banda pelotense, 1965
    18/01/2014 | 10h11

    Memória

    Os Lobos, banda pelotense, 1965

    Foto acima, fornecida por Iberê Massot, reúne, segundo ele, os integrantes da banda pelotense Os Lobos. Foi tirada em 1965, no Colégio Dom João Braga. Nela vê-se Marcos, Paulo, Eraldo, Deloir e Tuta.

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  • Verdades pelotenses
    18/01/2014 | 09h53
    "Em Pelotas, até a esquerda é de direita".

    Autor apócrifo

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