http://www.richards.com.br/
  • Tragédia nacional?

    Montserrat Martins

    Olha só como o mundo ficou diferente agora, desde aquela meia hora em que o Brasil tomou os primeiros 5 gols da Alemanha, em que os comentaristas de TV passaram a falar em “vexame”, “humilhação” e até em “tragédia”. Não é só a seleção brasileira que tem de ser revista, mas a nossa cultura como um todo, nosso conceito de sociedade e de país. Quando o esporte é mais do que deveria, é porque nos faltam outros valores. A verdadeira “goleada” que estamos tomando dos países mais organizados é nos nossos níveis de educação e de cultura, por exemplo.

  • http://www.livrariamundial.com.br/

    Em 9 segundos, resumo do jogo Alemanha x Brasil

  • Assalto no shopping reduz impacto do anúncio do policiamento comunitário nos bairros

    Da Redação

    O assalto à joalheria Casa das Alianças, no shopping Pelotas, nesta segunda (7), foi inédito na cidade. Foi assim porque o shopping é pioneiro e surgido na segunda década do século 21. O crime foi um tipo de batismo.

    O prédio se tornara uma espécie de templo da felicidade, como se sua mera existência, por si, fosse capaz de elevar os espíritos e projetar Pelotas ao desenvolvimento, em pé de igualdade a algumas das capitais de estado.

    Na contramão do abandono do centro da cidade, que o governo promete recuperar a partir do Estacionamento Rotativo, já em funcionamento, da requalificação da Praça Pedro Osório, da submersão da fiação elétrica e telefônica etc., o shopping trouxe alento à cidade.

  • Anúncio sincero

    Definitivamente, a Ecosul costuma derrapar em seus anúncios. Abaixo, texto de anúncio publicitário da concessionária de rodovias (dona do pedágio mais caro e injusto do Brasil) veiculado neste 7 de julho, por conta do aniversário de 202 anos de Pelotas. Reparem, como diz o outro, na sinceridade e na sobriedade do texto:

    "Uma princesa de curvas delicadas e formas elegantemente arquitetadas. Um lugar de doces encantos e inigualáveis belezas por todos os cantos. Berço das mais incríveis personalidades. Dentre tantas outras a mais linda das cidades".

    LEIA MAIS:

    - Onde foi parar o motorista do anúncio da Ecosul?

  • Flagrante da cidade

    Profissionalismo e simpatia, duas marcas com que Manoel presenteia os clientes e a empresa onde trabalha há muitos anos, Ótica Cristal.

    Manoel, qual seu sobrenome para fazer o registro no site?

    Põe só Manoel... - respondeu ele.

    Na sua resposta, ele repete os franceses, para quem as pessoas valem pelo que são. Por lá, o primeiro nome é o suficiente e eles se tratam assim, mesmo em círculos de poder, não é o "cardeal" Roberto ou o "presidente" Leonardo. Eles se chamam e são chamados apenas de Roberto e Leonardo. 

    Sobrenomes, para os franceses, não têm valor. Nem para Manoel.

  • Um pouco de Schopenhauer nos 202 anos de Pelotas

    Schopenhauer

    “A chamada boa sociedade nos obriga a demonstrar uma paciência sem limites com qualquer insensatez, loucura, absurdo. Os méritos pessoais devem mendigar perdão ou se ocultar, pois a superioridade intelectual fere por sua mera existência. Eis por que a sociedade, chamada de boa, tem não só a desvantagem de pôr-nos em contato com homens que não podemos amar nem louvar, mas também a de não permitir que sejamos nós mesmos, de acordo com a nossa natureza. Antes, nos obriga a nos encolhermos ou a nos desfigurarmos. Discursos ou idéias espirituosas, na sociedade ordinária, são francamente odiados.”

    Arthur Schopenhauer, pensador alemão do século 19

  • Um dos mais lindos filmes já feitos

    Rubens Filho

    No Brasil, o filme, de Martin Scorsese, ficou conhecido como A Época da Inocência

    A palavra Época traz um sentido irônico à história (de um romance não realizado por causa das convenções sociais), enfatizando o oposto da inocência - a hipocrisia social do período em que se passa, na Nova York do final do século 19.

    Compreendido como A Idade da Inocência, o título da obra ganha outro sentido: podemos pensar na inocência do protagonista, um jovem advogado que "ousa" pensar em romper um noivado para viver o amor que sente por uma mulher formalmente casada e prima de sua noiva. Ele tenta, mas se vê impedido de consumar seu intento em virtude da malícia derivada das convenções familiares e dos interesses financeiros em jogo, que aos poucos se fecham em torno dele num silencioso complô.

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    Cena final, acima: O advogado está ao pé da janela da mulher que desejara 30 anos atrás. Pouco antes, o filho dele, de 20 e poucos anos, convida-o a subir ao apartamento da "prima de sua mãe", onde deve fazer uma visita de cortesia encomendada por uma parente. 

    O advogado, agora aos 57 anos, hesita em rever o amor antigo. Tentando animá-lo, o filho avisa que dirá à mulher que "o pai é antiquado e preferiu usar as escadas em vez do elevador". 

    "Diga apenas que sou antiquado...", responde o pai. 

    O rapaz então sobe o prédio enquanto o pai aguarda no banco da pracinha

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    A substituição da palavra época por idade traz poesia ao título, mas não retira a ironia, centrada então na figura do protagonista, de simultaneamente ser dotado pela natureza (Deus?) de uma capacidade incomensurável de amar, em contraposição à impossibilidade de expressá-la por motivos alheios a sua vontade.

    O filme ficou conhecido também pela cenografia. O mobiliário, a louça, a decoração do interior das casas, tudo é tão perfeito e ricamente ilustrado que assume o status de uma personagem, talvez a protagonista maior da história e "grande vilã": a necessidade imperiosa de uma sociedade, em certa época, de manter impecáveis as aparências, mesmo que para isso a verdadeira vida, composta pelas emoções, pela paixão, pela carne, tenha de ser sacrificada.

    Tive a felicidade de poder rever a obra ontem à noite.


    * O filme é baseado no romance homônimo de Edith Wharton, ganhador do Prêmio Pulitzer, em 1921.

  • Provavelmente Mozart Russomano recusasse estátua que Ademar e Toninho querem erigir ao jurista

    Rubens Filho

    Há alguns dias Ademar Ornel (DEM), atual presidente da Câmara de Vereadores, visitou o prefeito com uma ideia típica de Pelotas. Apoiado pelo colega vereador Toninho Peres (PSB), o edil-mor da hora levou a Eduardo Leite (PSDB) a proposta de que a Municipalidade mande erigir uma estátua em homenagem ao pelotense Mozart Victor Russomano, jurista-professor-doutor de Direito do Trabalho que se notabilizou pelo grande saber jurídico e pela profícua carreira profissional.

    O prefeito respondeu a Ademar e Toninho que considera a ideia meritória e prometeu submetê-la ao setor jurídico para conferir a viabilidade. Se passar, considerando o perfil do candidato à homenagem, o escultor teria de ser escolhido a dedo, trabalho que se torna difícil de ser contratado por licitação pública.

    O certo é que o escultor deverá embolsar valor gordo, em princípio do bolso do contribuinte, inclusive porque quem venha a encomendar a imagem do jurista deve desejar que seja esculpida em pedras como mármore, granito, calcário ou metais como bronze, ouro e prata. Há ainda hipóteses de materiais menos prováveis, como argila, cera, madeiras como ébano, jacarandá ou elementos como marfim ou âmbar.

    Tudo por ora é especulação, inclusive o tamanho da estátua e o local onde será posicionada. Pode-se dizer, sem medo de errar, que ao menos não será sedimentada em frente do Legislativo Municipal, que jamais se fez notabilizar pelo notável saber jurídico ou pelo esforço nesse sentido. 

    Dr. Mozart, como era conhecido, tornou-se uma espécie de lenda pelotense para uma elite intelectual e para uma corte de bajuladores, por sua cultura, reconhecidos méritos profissionais e picos alcançados em sua trajetória como jurista e acadêmico. 

    Em meio à vigência da ditadura militar no Brasil, auge do AI-5*, Mozart chegou, em 1969, ao posto de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, cidade onde foi também professor titular da Universidade de Brasília (UnB), dando sequência à vida acadêmica iniciada nas Universidades Federal de Pelotas e do Rio Grande do Sul. 

    Poucos anos depois, em 1972, no governo do general-ditador Emílio Médici, Mozart foi guindado à Presidência do TST, cargo em que permaneceu até 1974. Sua carreira alcançaria o plano internacional, com Mozart servindo na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra (Suíça), de 1984 a 1990.

    Costa e Silva, general-ditador do Brasil, convidou Mozart Victor Russomano a ocupar vaga de ministro do TST durante baile oferecido a Costa e Silva, em 1968, no Clube Comercial, em Pelotas. Mozart se tornara amigo do ditador anos antes, quando este comandou o 9ª Batalhão de Infantaria Motorizada, na cidade

    BAILE E CONVITE AO STF - O convite ao Dr. Mozart para que fosse nomeado ministro do TST foi feito pelo general-ditador Costa e Silva, durante baile oferecido a este, em 1968, no Clube Comercial, em Pelotas, quatro anos após o golpe militar (esse baile está citado no livro 1968, O Ano que Não Acabou, de Zuenir Ventura). Costa e Silva e Mozart haviam se tornado amigos anos antes, quando aquele foi comandante do 9º Batalhão de Infantaria Motorizada em Pelotas. 

  • As elites vermelhas

    Nelson Motta

    Lula inventou uma bizarra luta de classes, em que não são os pobres que odeiam os ricos por sua opressão, exploração e privilégios, são os ricos que não suportam que os pobres comam, tenham um teto e, suprema afronta, viajem de avião pagando em dez vezes.

    E não se contentam em explorá-los e desprezá-los, amam odiá-los, logo eles, que vão consumir os bens e serviços que os ricos produzem para ficarem ainda mais ricos. Isso não é coisa de rico, é de burro, e Lula, rico, de burro não tem nada.

  • Pedras nos sapatos e a tal da inflação

    Geraldo Hasse

    Ainda bem que existe um governo com o poder de controlar os preços 

    Por certa falta de assunto em plena Copa do Mundo, a imprensa brasileira decidiu avaliar os 20 anos do Plano Real, lançado no governo Itamar Franco, quando era ministro da Fazenda o professor FHCardoso, naquele mesmo ano de 1994 eleito para o Palácio do Planalto.

  • Novas cenas do conflito entre manifestantes e força de segurança em Camaquã

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