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OPINIÃO
  • Carnaval: conexão Pelotas-Olinda
    19/01/2014 | 18h03

    Luiz Minduim, comentando o post O Carnaval Itinerante de Pelotas

    O Carnaval de Pelotas, não me canso de repetir, é uma festa de participação popular, carnaval de rua, com mascarados, bandas, burlescos e muita folia. 

    As escolas de samba também são importantes e têm suas torcidas... 

    O Carnaval da cidade inicia sua decadência com as passarelas e a tela de galinheiro. O tal de carnaval-espetáculo é para sambódromos e cidades de grande porte. Minha sugestão é retomar um carnaval de rua, não só na Quinze, mas nos bairros, sem muita organização nem camarotes caros e bizarros. 

    Penso no Carnaval de Olinda, totalmente de rua e numa cidade histórica como a nossa, com seus bonecos enormes. E, no Rio, fico com os modelos dos blocos de cada bairro. 

    A Prefeitura tem muito mais projetos culturais para planejar e investir.

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  • http://www.livrariamundial.com.br/
    Postais pelotenses: Partitura
    19/01/2014 | 17h53

    Fiação pelotense
    Por causa do vento e da umidade, os microorganismos prosperam até mesmo na fiação elétrica de Pelotas, produzindo vida própria da terra, a lembrar uma partitura primitiva de alguma peça dramática.

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  • Rush
    19/01/2014 | 15h52

    Déborah Schmidt

    Muito antes das rivalidades na Fórmula 1 entre Nelson Piquet x Nigel Mansell e Ayrton Senna x Alain Prost, nos anos 70 o confronto foi entre o britânico James Hunt e o austríaco Niki Lauda. 

    Interpretados, respectivamente, pelo australiano Chris Hemsworth e pelo alemão Daniel Brühl, Rush: No Limite da Emoção é dirigido por Ron Howard, diretor vencedor do Oscar por Uma Mente Brilhante (2001).

    O longa inicia com a narração de Lauda através de imagens do fatídico GP de Nürburgring, na Alemanha, em agosto de 1976. O tempo volta 6 anos para mostrar James Hunt e o novato Niki Lauda nos primeiros sinais de rivalidade na Fórmula 3.


    O ótimo roteiro de Peter Morgan explora as personalidades distintas dos protagonistas. Enquanto o piloto britânico é carismático, mulherengo e audacioso, o austríaco é brilhante, metódico e perfeccionista. Apesar de opostos, os dois tinham em comum a gana por vitórias, mesmo que por motivos diferentes.

    Niki Lauda, hoje

    Tais características também estão presentes em suas vidas pessoais. Depois de um longo relacionamento, Lauda casou com Marlene (Alexandra Maria Lara) e Hunt rapidamente casou-se com a modelo Suzy Miller (Olivia Wilde), que depois o trocou pelo ator Richard Burton. No esporte, Hunt era arrojado, capaz de manobras perigosas, e Lauda estudava cada movimento - seu profundo conhecimento de aerodinâmica e mecânica lhe permitia ajustar seu carro com perfeição. Lauda, também era extremamente cuidadoso com a segurança, tanto que na corrida de seu acidente ele reuniu os pilotos para pedir o cancelamento da prova devido a uma grande chuva.

    Não serão apenas os fãs da F1 que vão se empolgar com as eletrizantes cenas das corridas, em especial a sequência do trágico acidente de Lauda, que ficou quase 1 minuto preso no carro em chamas. A fotografia capricha ao utilizar um estilo retrô com saturação para situar o espectador na época. A trilha sonora também colabora com a ambientação, em mais uma parceria de Ron Howard com o mestre Hans Zimmer.

    Com excelente química entre os protagonistas e atuações impecáveis deles, quem brilha mesmo é Daniel Brühl. O ator, que possui origem espanhola, desempenha um trabalho fantástico na caracterização, no sotaque e na forma de falar de Niki Lauda. A incrível maquiagem realçou ainda mais sua performance e ele faz com que realmente sintamos sua enorme agonia, não pelas terríveis sequelas do acidente, mas sim por não poder competir.

    Rush nos presenteia com um belíssimo final, com a narração de Niki Lauda enquanto vemos imagens reais dele e de James Hunt na época e cenas do próprio austríaco nos dias atuais. Ele relembra Hunt como “a única pessoa que invejei”. É a rivalidade revelando seu lado mais humano.

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  • Drops de sabedoria
    19/01/2014 | 03h27
    "Rico é quem precisa de pouco".

    José Mujica, presidente do Uruguai

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  • Eleições, vistas de janeiro
    18/01/2014 | 10h50

    Este mês sempre apontou o favorito no ano das presidenciais. Na perspectiva atual, Dilma Rousseff já ganhou

    Presidenta Dilma Rousseff

    Marcos Coimbra*, Carta Capital

    Desde o fim da ditadura, em todas as eleições que fizemos, as pesquisas disponíveis em janeiro conseguiram antecipar o que as urnas mostraram.

    Em três, os favoritos no início do ano eleitoral terminaram vencendo. Em janeiro de 1998, Fernando Henrique Cardoso liderava e nenhum adversário apresentava  fôlego para derrotá-lo. Lula chegou a quase empatar nas pesquisas de junho, mas a vantagem do tucano prevaleceu.

    Nas duas oportunidades em que Lula teve sucesso, a mesma coisa: em janeiro de 2002, obtinha índices parecidos à votação que recebeu no primeiro turno. José Serra, Anthony Garotinho e Ciro Gomes, cada um de sua vez, cresceram, mas nenhum se firmou. Quatro anos mais tarde, algo semelhante. De janeiro de 2006 para a frente, o petista nunca perdeu a dianteira.

    Em 1989, 1994 e 2010 o líder de janeiro não venceu. Mas, adequadamente interpretadas, as pesquisas identificaram o que acabou acontecendo. A eleição mais difícil de prever foi a primeira. Ninguém apostava na vitória de Fernando Collor.

    Era, no entanto, uma hipótese admissível. O desejo de renovação do eleitorado, sua disposição para o risco, a rejeição ao governo José Sarney, tudo se conjugava para torná-la possível. Feitas em maio de 1988 e janeiro de 1989, pesquisas da Vox Populi indicavam que quase 40% do eleitorado queria votar em “um candidato novo, desvinculado dos partidos tradicionais”. Collor surgiu como oferta para aquela procura.

    Em 1994, o fraco desempenho de Fernando Henrique nas pesquisas de janeiro só enganava quem desconhecia a formidável armação em curso. Nada menos que um plano anti-inflacionário havia sido sincronizado com o calendário eleitoral, de forma a turbinar a candidatura do ministro da Fazenda que por ele era responsável.

    (E ainda há quem, na oposição hoje, se diga “indignado” quando, por exemplo, o governo Dilma Rousseff anuncia, para 2014, metas mais ambiciosas para programas como o Minha Casa Minha Vida, achando que é “intervenção” do governo na eleição. Quem viu o tamanho da “intervenção” que foi o Plano Real só pode achar cômica a acusação.)

    Quanto a 2010, a vantagem que Serra apresentava em janeiro tinha a consistência de uma quimera, na qual talvez apenas seus amigos na “grande imprensa” acreditavam. Qualquer um medianamente versado na análise de pesquisas percebia que Dilma seria eleita.

    Assim, em todas nossas eleições modernas, seja quando apontaram o nome do vencedor, seja quando deixaram claros os sentimentos com que o eleitorado estava indo para as urnas, as pesquisas feitas a distância em que estamos da eleição foram capazes de mostrar o que terminou por ocorrer.

    Há alguma razão para imaginar que, em 2014, será diferente? Considerando o cenário provável (em que enfrentaria Aécio Neves, pelo PSDB, e Eduardo Campos, pelo PSB) Dilma tem, nas pesquisas recentes, mais vantagem que Fernando Henrique em 1998 e Lula em 2002 e 2006, em momento semelhante. Seus 42% superam os 35% do tucano e os 30 e poucos pontos porcentuais de Lula em janeiro daqueles anos (dados do Datafolha e do Ibope).

    Ou seja: se repetirmos, este ano, o padrão daquelas eleições (das quais duas de reeleição), ela deve ser considerada favorita absoluta.

    Poderíamos, ao contrário, ter algo análogo às eleições de 1989, 1994 e 2010?

    Nada indica que exista hoje um sentimento parecido àquele da primeira. O eleitor brasileiro típico não aceita aventurar-se na procura de mudanças vagas e calcula que tem muito a perder se acreditar na conversa de candidatos que mal sabem quem são. Um “novo Collor” é, a bem dizer, impossível.

    Existe, nas oposições, alguém que possa ser um “novo Fernando Henrique”? Têm elas instrumentos para voltar a fabricar um personagem como aquele de 1994? Fora do governo, é certo que não.

    Caberia pensar em uma “nova Dilma”, um nome de desempenho modesto nas pesquisas atuais, mas apoiado por uma liderança do calibre de Lula, capaz de superar qualquer adversário?

    Não. O que Aécio enfrenta são problemas com seus correligionários. Eduardo Campos conta, no máximo, com o endosso de Marina Silva, que, comparada a Lula, é uma força miúda.

    Sempre é possível que o inesperado aconteça. Mas o provável é que as pesquisas de agora sejam confirmadas em outubro, como nas eleições anteriores.

    * Marcos Coimbra, diretor do Instituto de Pesquisas Vox Populi.

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  • Os Lobos, banda pelotense, 1965
    18/01/2014 | 10h11

    Memória

    Os Lobos, banda pelotense, 1965

    Foto acima, fornecida por Iberê Massot, reúne, segundo ele, os integrantes da banda pelotense Os Lobos. Foi tirada em 1965, no Colégio Dom João Braga. Nela vê-se Marcos, Paulo, Eraldo, Deloir e Tuta.

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  • Verdades pelotenses
    18/01/2014 | 09h53
    "Em Pelotas, até a esquerda é de direita".

    Autor apócrifo

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  • Umbandistas discordam de si próprios
    18/01/2014 | 08h04

    Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre Ministério Público e Federação Sul-Riograndense de Umbanda e Cultos Afro-brasileiros, em 2013, proíbe acampamentos futuros, na festa de Iemanjá, em Área de Preservação Permanente (APP). Esta área é composta pela mata nativa e a orla do Balneário dos Prazeres, local da festa, que ocorre na última semana de janeiro e início do mês seguinte.

    “O TAC permite a colocação de gazebos, tendas e assemelhados na APP, mas não os acampamentos”, esclarece a prefeita em exercício, Paula Mascarenhas, após reunião nesta sexta com representantes dos cultos e vereadores. Para os acampamentos, a Prefeitura ofereceu espaços alternativos - nas Praça Aratiba e Esmeralda. 

    Os líderes religiosos, porém, insistem em fazer acampamentos na orla e na mata nativa, contrariando o TAC assinado pela própria Federação, alegando que não podem se afastar de suas oferendas enquanto dura o ritual (cerca de 24 horas). As oferendas à Iemanjá são feitas às margens da Lagoa dos Patos e depositadas na própria.

    Uma nova reunião deve ocorrer com o Ministério Público, que, se mantiver a coerência e respeitar a legislação, não mudará seu ponto de vista.

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  • Flashes: "No meu lugar"
    18/01/2014 | 07h15

    Férias de verão

    "Se um dia meu barco estiver à deriva no mar, não estarei perdido, estarei no meu lugar".

    Vitor Amador, Rio de Janeiro, jogando capoeira.

    * Mande sua mensagem e foto pra gente.

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  • Festival SESC de Música
    17/01/2014 | 21h52

    Por 13 dias, deste domingo (19) a 31 de janeiro, Pelotas vai receber o 4º Festival Internacional SESC de Música. Músicos profissionais e estudantes do Brasil e de outros países vêm à cidade para apresentações e palestras. Estreia será domingo, 21h, com o concerto da Orquestra de Metais Lyra (SP), no Theatro Guarany.

    Neste ano serão 48 espetáculos gratuitos divididos em recitais solo, de música de câmara, orquestra sinfônica acadêmica, banda sinfônica acadêmica, ópera, grupos convidados e 24 cursos de instrumentos e canto. Ingressos para os espetáculos dos dias 19, 20 e 21/01/2014 esgotaram.

    O festival é patrocinado pela Federação do Comércio, com apoio institucional da Prefeitura e outros parceiros. 

    Acesse a programação aqui.

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  • Messi, autista e gênio
    17/01/2014 | 18h56

    Messi: portador da Síndrome de Asperger

    Redação - Lionel Messi é autista. Aos oito anos de idade, o argentino jogador do Barcelona foi diagnosticado como portador da Síndrome de Asperger, uma forma suave de autismo que se caracteriza por dificuldades de socialização e pela repetição de atos motores. 

    Se pode ser problema para uns, para outros a síndrome pode levar à genialidade. Messi, por exemplo, transformou suas "limitações" em diferença a seu favor.

    Pessoas com Asperger concentram-se intensamente numa atividade. Se por um lado perdem de explorar as múltiplas possibilidades da personalidade considerada "normal", por outro podem tornar-se excelentes justamente por esgarçar ao limite as capacidades numa única atividade. O caso de Messi mostra isso.

    Em vez de pensar na jogada que irá fazer, é como se sua mente e seu corpo já soubessem o que fazer antes dele pensar.

    Quando vemos gols como o do vídeo abaixo, durante jogo do Barcelona contra o Getafe, nesta semana, temos essa impressão. Toda a jogada se dá de forma muito natural, sem qualquer esforço desnecessário, como se estivesse desenhada em seu DNA.

    Para completar, Messi se adaptou ao jogo coletivo e festeja e abraça os companheiros, fugindo do estereótipo clássico do autista, que não faz contato com o mundo exterior. 


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  • O fantasma do desemprego
    17/01/2014 | 17h15

    Geraldo Hasse

    Os índicadores do trabalho não refletem a realidade socioeconômica do Brasil

    São apenas dois os indicadores nacionais da taxa de desemprego no Brasil e nenhum deles é confiável. Ambos são parciais, incompletos, contraditórios. Uma situação inaceitável na oitava maior economia do mundo.

    O índice mais antigo é medido pelo estatal IBGE, que só pesquisa o desemprego em seis regiões metropolitanas e vem apontando um percentual inferior a 10% que todo mundo engole como água batizada com açúcar. É um índice confortável para o governo, as entidades patronais e até para alguns sindicatos de trabalhadores, mas...

    O próprio instituto acaba de reconhecer que o índice é precário. Para melhorá-lo vai estender a pesquisa a outras regiões do país, mas deixará de publicar a taxa mensalmente e passará a fazê-lo trimestralmente -- para assustar menos talvez, pois o Desemprego é um dos mais temidos fantasmas da economia brasileira, ao lado do Dragão Inflacionário e da Dívida do Tesouro, pai e mãe da senhora T. JUMAM (Taxa de Juros Mais Alta do Mundo), que vive confortavelmente entre nós há várias décadas. São fantasmas porque são problemas antigos que se tornaram crônicos. O Desemprego, por exemplo, foi institucionalizado pelo ato da abolição da escravatura em 1888.

  • Por que os generais não imitam a Rede Globo?
    16/01/2014 | 09h41

    Luiz Cláudio Cunha

    Passaram-se 49 anos, quase meio século, para o Brasil ver o inesperado, o impensável. Não uma, mas duas vezes.

    No curto intervalo de 75 dias, o País que hostiliza a memória teve de se voltar para o passado e resgatar personagens e verdades históricas, revolvendo fatos e circunstâncias que uniram durante muito tempo duas forças poderosas na implantação e essenciais na sustentação da ditadura: as Forças Armadas e as Organizações Globo. 

    Na manhã cinzenta de uma histórica quinta-feira, 14 de novembro de 2013, no hangar da Base Aérea de Brasília, dez cadetes do Exército, Marinha e Aeronáutica carregaram com visível esforço a pesada urna funerária que continha os restos mortais do presidente João Goulart (1919-1976), exumado de seu túmulo em São Borja (RS) para uma perícia internacional que poderá elucidar dúvidas sobre sua morte. O esquife foi recebido com reverência de chefe de Estado, guarda de honra, hino, salva de tiros de canhão e um forte clima de emoção dominava os 160 convidados da família Goulart e da presidenta Dilma Rousseff, que ali estava com parte de seu Ministério.

    ____________________________

    Abertura do artigo de Luiz Cláudio na revista Brasileiros

    ____________________________

    Entre as autoridades, os três comandantes das Forças Armadas, que prestaram continências tardias ao homem que derrubaram do poder em 1964, marco de uma ruptura institucional que golpeou a democracia e martirizou a nação pela violência e pelo arbítrio [...]

  • Frase da hora, por Anderson Garcia
    15/01/2014 | 08h19
    "Apesar de defender o prefeito Eduardo Leite, não posso defender este governo, que não deu a importância devida a esta festa (Carnaval) e desrespeita as pessoas e a cidade".

    Anderson Garcia, vereador da base do governo, ex-líder deste na Câmara, em matéria do site da Câmara.

  • Câmara quer que Prefeitura explique Carnaval no Porto
    15/01/2014 | 07h49

    Do site da Câmara

    Carnaval 2014: Câmara quer explicações da Prefeitura

    Depois de quase três horas de audiência pública marcada pelos ânimos tensos dos participantes, a Câmara de Vereadores decidiu que encaminhará pedido de informações ao Executivo a respeito do Carnaval 2014, e ao Ministério Público, para que se pronuncie sobre possíveis irregularidades que envolvem a festa a menos de 45 dias de sua realização. 

    De acordo com o presidente do Legislativo, Ademar Fernandes de Ornel (DEM), a audiência foi realizada para que fossem oferecidas respostas a várias questões, mas nada foi esclarecido pelo superintendente de Manifestações Populares da Secretaria de Cultura, Francisco Rangel.

    Cadê Beatriz?

    São quatro as perguntas que os vereadores querem ver respondidas: quem vai realizar o Carnaval?; quanto a festa vai custar aos cofres públicos?; a empresa Viger, que já está envolvida nos preparativos, receberá quanto?; e já houve ou haverá licitação de empresas? Não é só. O presidente questionou onde se encontra a secretária de Cultura,  Beatriz Araújo. "De férias? É assim que ela demonstra seu interesse pelo Carnaval? E o prefeito? Também não se sabe onde ele está!" E continuou: "Este não seria o Carnaval dos sonhos de Pelotas? Ou será o Carnaval do pesadelo?"

    As preocupações do presidente foram as mesmas dos demais parlamentares presentes. Marcos Ferreira (PT), Ricardo Santos (PDT), Antônio Peres (PSB), também proponentes da audiência pública, e Anderson Garcia (PTB), Edmar Campos (DEM), Rafael Amaral (PP), Tenente Bruno (PT) demonstraram sua insatisfação com a falta de esclarecimentos.

    O público, formado por carnavalescos e moradores da área do Porto, onde a Prefeitura pretende realizar a festa, também se manifestou, a maioria preocupada com a demora na organização do Carnaval.

    Porto

    Um dos mais preocupados com a festa é o chefe de Divisão do Porto de Pelotas, Darci Cunha. Ele explicou que tem se reunido com os funcionários para tentar viabilizar as operações locais durante o Carnaval. "Temos 55 famílias que dependem do Porto, além de uma estrutura patrimonial e armazéns da Receita Federal onde ficam mercadorias apreendidas", disse Cunha.

    Ele explicou que procurou o chefe de gabinete do prefeito, para levar sua preocupação, e que Paulo Morales lhe disse que "o Porto é inoperante". 

    "Eu lhe respondi que não, e que só temos onze guardas para fazer a segurança do local. Se alguém ultrapassar a área do Porto e cair na água, de quem será a responsabilidade? Será nossa."

    Apesar de explicar que a área onde será realizado o Carnaval será menor do que o anunciada, o representante do governo não conseguiu convencer os vereadores de que a festa está bem organizada.  "A passarela não vai restringir as residências e vamos substituir as lâmpadas por outras de 400 watts para iluminar bem toda a área, além de aumentar o efetivo da Brigada Militar".

    Partiram dos vereadores as principais críticas à falta de esclarecimentos do governo. O vereador Anderson Garcia fez questão de deixar claro que, apesar de defender o prefeito Eduardo Leite, no caso do Carnaval "não poderia defender este governo, que não deu a importância devida a esta festa e desrespeita as pessoas e a cidade".

    Rafael Amaral também se posicionou. "O que falta é um trabalho levado a sério, com uma equipe na Secult (Secretaria de Cultura) que goste de Carnaval, porque esta festa gera empregos e é importante para a economia da cidade".

    Ricardo Santos afirmou que a responsabilidade é do prefeito e que, lamentavelmente, as festas populares, como Carnaval e Iemanjá, estão acabando neste governo. O vereador também disse que a Comissão Especial do Carnaval, criada em agosto, da qual ele e o vereador Marcola fazem parte, foi desrespeitada quando o  governo tomou decisões sem consultá-la.

    O vereador Tenente Bruno relembrou os problemas de segurança de 2013. Ele pediu que o Corpo de Bombeiros seja contatado de início e que a segurança privada não seja contratada de forma irregular para evitar profissionais sem qualificação.

    Antônio Peres questionou se, neste ano, haverá redução de custos para a festa, uma vez que a área será menor e haverá menos escolas desfilando. O vereador Edmar Campos disse que o asfalto que será usado para a pista de desfiles poderia ser usado em vilas e bairros.

    MAIS

    - O carnaval itinerante de Pelotas

    - Por favor, não asfaltem a zona do Porto

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