http://www.marvelsul.com.br/site/content/home/
  • Leite doa área para sede da Câmara de Vereadores. Já viu onde isso vai parar, né! E viva o setor da construção civil. Quer dizer, Pública!!!

    Vivi Stuart

    Última atualização: às 17h25 de 06/02/2014

    Eduardo Leite acaba de oficializar uma doação de terreno da Municipalidade aos vereadores. Para construção de nova sede da Câmara. Sim, eles terão, em breve, uma sede novinha em folha. Numa área ao lado da Rodoviária, cá entre nós, o prédio mais exótico da história da arquitetura mundial. Nunca vi nada igual, arquitetonicamente falando, à nossa Rodoviária. Às vezes me parece que o arquiteto se inspirou no Lego, aquele jogo de peças de montar. Noutras me parece um templo oriental. Noutras, nem é bom falar... A nova sede do Legislativo será construída, adivinhe...? Sim, com dinheiro público.

  • http://www.pelotas.rs.gov.br/

    Pobre do prefeito, pobre da vice

    Vivi Stuart

    Pobre do prefeito. Pobre da vice. Suas expressões faciais eram de dor na tarde desta terça (4). Estavam tristes, era visível. O protesto bateu na porta do Paço, de novo. O último foi dos umbandistas. Desta vez, a morte veio junto. Com a dor, com a sensação de injustiça, com a perplexidade que assombra sobretudo os mais pobres, três terços da população local.

  • Prefeitura põe asfalto no porto para Carnaval

    Mas não informa se o asfalto será retirado do calçamento histórico depois da festa

    Asfalto vai cobrir calçamento histórico

    A prefeitura iniciou nesta segunda (3) o asfaltamento de trecho da rua Conde de Porto Alegre, na zona do Porto, em frente ao próprio. O procedimento vai sedimentar a passarela do Carnaval organizado pelo Executivo - 300 metros de extensão por nove metros de largura, da rua Visconde de Jaguari até a esquina com a rua Dona Mariana. 

    O asfaltamento, diz a Prefeitura, não vai atingir os trilhos. Sobre estes, serão montados os camarotes e as arquibancadas.

    A Prefeitura informa que o trânsito, naquele trecho da rua Conde de Porto Alegre, será interrompido a partir desta terça (4).

    O Carnaval 2014 na zona do Porto terá dois espaços independentes: A Passarela do Samba, com arquibancadas (e camarotes), onde ocorrerá o desfile das entidades carnavalescas, e que está sendo chamada de Cidade do Samba, na praça da Alfândega e arredores, com palco de shows e dois coretos para abrigar apresentações musicais, onde ocorrerão rodas de samba, pagode e samba de raiz.

    A Prefeitura não informa se o asfalto para a passarela será retirado depois ou se permanecerá sobre o calçamento histórico.

  • Documentos do SNI revelam 'ficha' de Chiarelli

    Última atualização às 19h35 de 03/02/2014 (FIM)

    Documentos do SNI (Serviço Nacional de Informações), obtidos há pouco pelo jornalista Lúcio Vaz, iluminam um pouco mais a época da repressão em Pelotas, durante a ditadura militar. Os documentos estão no Arquivo Nacional (no Rio de Janeiro e em Brasília) e são públicos. 

    Um relatório do SNI, de 1972, feito por servidor anônimo do regime fardado, tenta, por exemplo, caracterizar o advogado pelotense Carlos Alberto Chiarelli, posteriormente eleito senador e nomeado ministro. Ele é mostrado de duas formas, inicialmente como subversivo e, depois, como convertido ao regime militar.

    O documento retrata em grande parte Chiarelli como "elemento subversivo", relacionando fatos de sua vida como estudante, advogado, professor da Faculdade de Direito e dirigente na UFPel e na UCPel. Em certo momento, o documento narra que Chiarelli pode se ter convertido ao sistema vigente.

    Abaixo, trechos do relatório, de 23 páginas, a que o Amigos de Pelotas teve acesso. Ele traz como carimbo a Agência de Porto Alegre do SNI. A seguir, alguns trechos.

    Fidel Castro

    A certa altura, o documento relata que Chiarelli "tentou inaugurar um retrato de Fidel Castro no Diretório Acadêmico" e que é "elemento esperto e ambicioso, que, incessantemente, se insinua por onde possa captar apoio e tirar o maior proveito pessoal, qualquer que seja a situação. A insinceridade é uma característica marcante de sua personalidade" (veja abaixo).

    _____________________________________________

    Prisão

    Na página 18, o documento diz que, "em 1959, como soldado do 9º Regimento de Infantaria, foi preso por 10 dias, por ter assinado artigo no jornal A Opinião Pública, referindo-se ao ministro do Exército de modo desrespeitoso, censurando seus atos e procurando desconsiderá-lo não só em círculos militares como civis. Há registro de ser elemento de tendências subversivas".

    _____________________________________________

    Arena

    O item 8 da folha 19 do relatório do SNI diz que (veja abaixo) em setembro de 1972, Chiarelli esteve no Quartel General da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, procurando o Coronel Assis, a quem teria exposto o "seu passado", acrescentando que, no presente, nada o desabonava e que suas incursões na política sempre se deram ao lado dos candidatos da Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de apoio ao regime militar.

    Já o item 9 do mesmo relatório (leia no recorto mais abaixo), o autor do texto diz que o 3º Exército pondera tratar Chiarelli como "recuperado para a causa da Revolução (de 1964)". 

    ______________________________________________

    O documento abordado neste post está no Arquivo Nacional (no Rio e em Brasília) e é público. Todos os órgãos de informação, SNI, Cisa, Cenimar enviaram seus documentos para o Arquivo Nacional. 

    Como se passaram mais de 25 anos dos fatos, todos eles foram desclassificados (eram reservados, sigilosos etc). 

    Qualquer cidadão vai lá, faz um cadastro, faz a pesquisa num computador e pede cópias daquilo que interessa.

  • Nada como o tempo para por tudo em seu lugar

    Rubens Filho

    Uma lembrança do meu baú pessoal. Quando era reitor da UFPel, o médico César Borges se sentiu atingido por um texto meu no Amigos de Pelotas e, democraticamente, processou-me. 

    Ele ainda não havia sido condenado à prisão pela Justiça, como se encontra hoje.

    No texto que deu motivo à ação dele contra mim, após alinhar problemas na gestão da UFPel, eu pedia seu impeachment.

    Na época eu enfrentava algo pior, em termos, do que uma ação judicial. Muitas pessoas achavam que se tratava de perseguição minha ao reitor, algo pessoal. Boatos de todo tipo correram nesse sentido. Não adiantava eu dizer que apenas fazia jornalismo. 

    Ocorre que, quando voltei a morar em Pelotas, em 2008, eu ouvia histórias incríveis de problemas na UFPel e perguntava: Saiu alguma coisa na imprensa? Me diziam que "não".

    Lá fui eu investigar e publicar então essas histórias. Nada 'contra Borges', mas pelo simples motivo de que se tratava de um gestor público, homem que lidava com verba pública e sujeito portanto à fiscalização da imprensa e dos órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União.

    Muita gente não entendia o trabalho do Amigos, em parte, acho, porque tinha uma ideia equivocada do papel da imprensa, mentalidade provinciana mesmo, aquele tipo de visão que vê na autoridade um espécie de Deus, onde é que já se viu...

    Foi um momento difícil para mim. Contudo, se uma grande parte das pessoas não compreendia minha atitude (ou seja, a natureza do jornalismo), uma pequena parte entendia.

    Numa audiência no fórum, por conta da ação judicial de que falei, houve uma situação curiosa. De um lado do corredor, eu aguardava junto do meu advogado a audiência. Eu não tinha testemunhas, porque não era o caso. Do outro lado do corredor, estava o reitor Borges e mais 10 testemunhas de defesa deste, entre essas algumas pessoas que trabalham no ramo jornalístico, como José Ricardo Castro (Coluna Espeto, no Diário Popular) e Clayton Rocha (13 Horas, na Rádio Universidade Católica).

    Com o tempo, a ação judicial não deu em nada. Borges acabou se desinteressando do processo.

    Hoje, depois de processado pela Procuradoria da República, o ex-reitor está condenado à prisão por crime federal, em regime semi-aberto, mais multa de R$ 34 mil. Em princípio, escapou de perder direito à aposentadoria. Ele está recorrendo da condenação, confirmada em 2ª instância. Já Rocha deixou o cargo de assessor de imprensa da UFPel (que manteve durante o período Borges), restringindo-se ao seu programa de rádio, onde, ao lado de Espeto e outros, debate temas da cidade. Por sua vez, o Amigos ganhou o reconhecimento dos leitores e quatro prêmios nacionais, em votação dos internautas. 

    Testemunhas de defesa de Borges seguem trabalhando na imprensa local (onde atuaram por toda a sua vida) e, hoje, coisa impensável tempos atrás, são capazes de criticar duramente a Administração da UFPel - leia-se reitor Mauro Del Pino, que venceu o candidato de Borges na eleição de 2012, pondo fim a 20 anos de poder do grupo que cercava o médico. Sinal dos tempos...

    Se na época de Borges, o Amigos de Pelotas não era recebido na Reitoria, nem conseguia obter respostas a perguntas que eu enviava à Assessoria de Imprensa então dirigida por Rocha, hoje sou recebido pelo reitor atual, que fala comigo, abertamente, de todos os assuntos, os fáceis e os eventualmente incômodos. Felizmente, o tempo da 'ditadura' e dos segredos acabou.

    ***


    Abaixo, o texto pedindo o afastamento do então reitor Borges, publicado em 2008.


    IMPEACHMENT PARA CESAR BORGES 

    (publicado em 3 de novembro de 2008) Por Rubens Filho

    Ser reitor de universidade federal em cidade do interior com economia frágil, como a nossa, confere ao magnífico certo prestígio municipal. O reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) - por exemplo. César Borges maneja orçamento maior que o da prefeitura de Pelotas e emprega um número de pessoas igualmente expressivo ao Paço Municipal. Os desempregados locais, que são muitos e em geral possuem baixa escolaridade - sem perspectivas na atividade privada - alongam o olhar para o poder público, enxergando na UFPel um oásis e, na figura do reitor, a miragem de um gênio de lâmpada, capaz de atender a qualquer pedido.[...]

  • Decisão para treilers é estapafúrdia

    Adão comentando o post Prefeito volta atrás e decide manter todos os 300 treilers ilegais, desde que sejam móveis

    A decisão é infeliz. A justificativa, estapafúrdia. Em poucos lugares vi a desculpa de que isso ou aquilo é parte de nossa cultura ser mais abusada do que em Pelotas, em geral em benefício da privatização de algum bem público por uns poucos amigos dos amigos. 

    Cultura é o que se cultiva. A injustiça e desordem podem ser uma cultura. Parece ser nosso caso. Em nenhum lugar do estado lanches são mais tradicionais do que na região suburbana de Porto Alegre. Foi lá que esses treilers surgiram no estado, foi lá que se inventou o enorme e inconfundível xis gaúcho. No entanto, basta ir a Canoas ou outra cidade minimamente organizada da região, hoje em dia, para ver que não há mais nenhum invasor de espaço público. Não se deixou de ter lanches, mas estão em seus próprios terrenos, não roubando circulação.

    De fato, originaram-se em Canoas várias redes de lancherias, os negócios cresceram. Trabalhar na legalidade não faz mal nenhum a quem é sério. Não cabe aqui, como justificativa, nem mesmo o discurso pseudosocial. Temos em Pelotas treilers que são tão ricos e bem-sucedidos que patrocinam eventos oficiais. Pagam propaganda em jornais... Têm que continuar em espaço público? Lamentável. Triste. E, aparentemente, incurável traço da mentalidade local.

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    - Leitor: decisão para treilers é estapafúrdia

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    - Prefeita em exercício promete discutir com MP pedido dos proprietários de treilers

    - Prefeitura assina decreto de regularização de treilers 

    - Regularização de treilers: uma ótima notícia

    - Vereadores que não gostam de leis

  • Inovação

    Vivi Stuart

    Um turista que chegue a Pelotas neste fevereiro pode ter a estranha sensação de deslocamento temporal. É que as luzinhas em forma de anjo e de velas da decoração de Natal continuam acesas, iluminando a volta da Praça Coronel Pedro Osório, seguindo pela Anchieta até a Catedral.

    A previsão era de retirada da decoração em 6 de janeiro. Como isto não ocorreu, no Café Aquário já se comenta que a Prefeitura quer adiantar serviço para o Natal de 2014, mantendo o aparato desde já. A previsão de retirada, nesse caso, não estaria atrasada. A instalação é que está 11 meses adiantada.

  • Personagens da foto

    Hilda Regina Albandes de Souza escreveu: "A foto foi premiada, sim. E Elste, que eu saiba, foi o primeiro grande fotógrafo de instantâneos de Pelotas. As figuras são as de Roberto Gigante e de Hilda de Souza, Hilda Albandes, à época."
  • Os treilers e a possível "jogada" de Leite

    Rubens Filho

    A surpreendente decisão do prefeito Eduardo Leite, que não vai mais licitar a reocupação do espaço público ocupado irregularmente na cidade há décadas por 300 treilers de lanches, tem as cores de uma saída política habilidosa.

    Segundo Leite, todos aqueles comerciantes poderão continuar trabalhando em seus treilers, desde que sobre rodas (móveis) e retirando-os dos pontos em horários não comerciais. Hoje, mesmo os que têm rodinhas, não deixam os pontos. São, na prática, "fixos".

    À primeira vista, a decisão de Leite é boa para todos os envolvidos diretos. Os donos de treilers, que estavam preocupados que a licitação restringisse o número de pontos de ocupação, obrigando ao fechamento de vários desses negócios, ficaram aliviados. Vereadores que os apoiaram estão sorrindo igual ao gato da Alice. Já o prefeito, embora tardiamente, evita desgaste político.

    Digo "tardiamente" porque a solução que apresentou nesta sexta (veja aqui) veio após meses de desgaste oficial, materializado em palavras e ações da vice-prefeita Paula Mascarenhas e da secretária de Gestão da Cidade, Joseane Almeida. 

    Ambas davam entrevistas dizendo com que o número de vagas para treilers seria reduzido à metade, ao menos nas avenidas Bento Gonçalves e Duque de Caxias, com a transformação do miolo dessas vias em parques lineares.

    A vice chegou a assinar um decreto determinando que os donos de treilers os tornassem móveis antes do início do processo de licitação, o que pôs os comerciantes em pé de guerra ao lado de vereadores. Eles não compreendiam, com razão, porque teriam de gastar dinheiro para tornar seus treilers móveis se, na licitação, o governo pretendia reduzir o número de vagas para esses negócios. Se o decreto da vice tivesse sido mantido, na prática vários comerciantes iriam gastar dinheiro à toa com os reparos nos treilers. Não fazia sentido a decisão e eles já haviam conseguido do Executivo a inversão de procedimentos - primeiro fazer a licitação, só depois a colocação de rodas nos treilers autorizados a ocupar vagas pelo processo licitatório.

    Agora, de repente, o prefeito diz que não vai mais fazer licitação. 

    Com isso, em princípio, os 300 donos de treilers poderão continuar a explorar seus negócios, mesmo que venham ocupando o espaço público de forma irregular. No fim das contas, parodiando o provérbio famoso, a mensagem inicial que passa à sociedade é de que a "irregularidade compensa". Supõe-se, ao menos, que a medida valha para os atuais treilers estabelecidos, não para novos.

    Contudo, analisando melhor a decisão anunciada pelo prefeito, depois de conversar com colegas, comecei a ponderar que, talvez, Leite tenha usado de habilidade política. A seguir os motivos...

    Primeiramente, os proprietários dos 300 treilers terão, a partir de ontem (31/01), 45 dias (até 17 de março) para tornar os treilers móveis. É tempo curto, considerando o procedimento de adaptação dos treilers, que terão de ser transformados em veículos propriamente ou serem rebocados por outros veículos, embora quem não conseguir se adaptar até dia 17 possa, adiante, entrar em funcionamento, desde que até aquele dia manifeste esse desejo. Agora, vejamos... Não há tantas oficinas capazes de trabalhar na primeira opção, nem todos os comerciantes teriam veículos próprios para rebocar os treilers e ou dinheiro para torná-los rebocáveis. Além disso, como os treilers terão de ser recolhidos em horários não comerciais, isto obrigará os comerciantes a gastar combustível pesado (circulando em horários de pico) e a encontrar local para guardar os treilers. Esses fatores somados, limitações na verdade, na prática devem eliminar vários dos 300 treilers atuais, pela dificuldade de todos os comerciantes se ajustarem às regras. 

    Resumindo, se, ao "conseguirem evitar a licitação", os comerciantes venceram uma batalha, ganhar a guerra lá adiante não será fácil. 

    Por outro lado, o prefeito, com sua jogada, acabará conseguindo a redução do número de treilers sem entrar em confronto direto com seus donos e vereadores e, a partir daí, implantar seu projeto de urbanização e transformação das avenidas mencionadas em parques lineares. 

    Pensando bem, o prefeito pode ter tomado uma decisão inteligente. Movendo-se dentro das regras, com apoio do sempre maleável promotor Paulo Charqueiro, agiria com a cabeça, não com os pés. Como me disse um colega, Leite, que tem na mobilidade urbana uma de suas principais preocupações, não iria tomar uma decisão que engarrafasse a cidade com treilers motorizados ou rebocados em duas viagens diárias, em horários de pico. Isso seria a negação de seus princípios como gestor. Leite, segundo esse colega, está na verdade é apostando que sua nova decisão vai é eliminar uma grande quantidade de treilers naturalmente, sem conflitos.

    Para esse colega, o prefeito pode estar inaugurando um novo momento de sua gestão. Se esta vinha se caracterizando por um legalismo puro, Leite teria percebido, após alguns embates fortes, que a letra fria da lei e as convicções pétreas não o estavam levando a um bom lugar. Com sua nova decisão em relação aos treilers, estaria nascendo o "político" Leite, no bom sentido, flexível e resistente como uma rede de pesca. Sem perder o foco da gestão, estaria adaptando-se às circunstâncias para extrair o melhor dentro do possível e com o menor desgaste. É esperar e ver.

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    Leitor: decisão para treilers é estapafúrdia

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    Vereadores que não gostam de leis

  • Globo exibe beijo gay em novela

    Na noite desta sexta (31), a tevê Globo mostrou, pela primeira vez em sua história, um beijo gay entre homens em uma de suas novelas. Foi no último capítulo de Amor à Vida. Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) protagonizam a cena (foto).
  • Pedal ou motor

    Geraldo Hasse

    Os cronistas do cotidiano econômico não podem fugir de certos temas recorrentes, os mais encardidos sendo a carestia (nome antigo do custo de vida), o dragão da inflação (que bufa mensalmente sobre nós), o monstro do desemprego e – não pára! -- a destruição da natureza.

    Olhando bem, a economia se arrasta como um trem sem vapor (crescimento inferior a 2% ao ano), os preços seguem subindo a 6% ao ano, a reposição salarial não se efetiva – pelo contrário – mas eis que a taxa de desemprego medida nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu para 5,4% na média de 2013, a menor marca da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, iniciada em 2002.

    _____________________________

    É difícil medir a taxa do desemprego real, 

    até porque muitos são desocupadas por opção, 

    mas o IBGE reconheceu que não poderia 

    sustentar índices com pesquisa só em 6 capitais  

    Naquele ano de 2002, que foi o último dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, o índice de desemprego fechou em 12,6%. Ninguém contesta o reaquecimento da economia durante o governo Lula (2003-2010), que abriu um grande número de empregos formais e ocupações informais, mas como explicar a diminuição contínua das taxas de desemprego se desde a crise financeira global de 2008 a economia perdeu boa parte do seu dinamismo?

    É muito difícil medir a taxa do desemprego real, até porque muitas pessoas vivem desocupadas por opção, mas em 2013 o IBGE reconheceu finalmente que não poderia continuar sustentando os índices de ocupação com a pesquisa em apenas seis capitais (São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte), onde o número de pessoas ocupadas soma, oficialmente, 23,3 milhões, algo equivalente a 20% ou 30% da população economicamente ativa em todo o país.  

    Para fugir de tamanha imprecisão/superficialidade, o instituto oficial já começou uma nova pesquisa de desemprego. Ela é mais ampla geograficamente e deverá incorporar dados sobre rendimentos por atividades, mas não será possível comparar esses novos indicadores com os antigos, por conta da mudança de metodologia e da abrangência geográfica.   

    Apesar da impossibilidade de comparação, os primeiros dados da nova pesquisa já mostram uma taxa de desemprego mais elevada – de 7,4% no segundo trimestre de 2013, último dado disponível. Segundo o IBGE, a diferença reflete a coleta de dados em regiões não metropolitanas. Melhorou – como trocar bicicleta por motociclo --, mas ainda estamos longe de uma taxa confiável e realista.

    LEMBRETE DE OCASIÃO

    “O sujeito que anda a pé tem um ponto de vista. (...) O carro separa você do mundo”.

    José Candido de Carvalho, escritor, 1914.1989

  • "Treiler móvel" prejudica a mobilidade urbana

    A decisão do prefeito Eduardo Leite, anunciada hoje (31), permitindo que todos os 300 treilers irregulares de Pelotas sigam ocupando o espaço público (desde que com rodas, recolhendo-se nos horários não-comerciais), inicialmente acalma os comerciantes, mas por outro lado aumentará os problemas de mobilidade urbana na cidade, onde o trânsito já é complicado. Se já é caótico hoje, imagine com mais 300 treilers se locomovendo ou sendo rebocados em duas viagens diárias.

    No post abaixo, a notícia completa da decisão do prefeito sobre os treilers.

  • Prefeito volta atrás e decide manter todos os 300 treilers ilegais, desde que sejam "móveis"

    Cena do filme 300, sobre a resistência de 300 espartanos aos dezenas de milhares de guerreiros do Império Aquemênida: metáfora pelotense

    O prefeito Eduardo Leite mudou de posição quanto aos proprietários dos cerca de 300 treilers de lanches que ocupam ilegalmente o espaço público em Pelotas. Segundo ele, a Prefeitura não vai mais fazer licitação para reocupação do espaço público. Em vez disso, optou pela "Convocação para Habilitação ao Uso do Espaço Público". Nesta modalidade, todos os donos de treilers poderão seguir trabalhando, desde que tornem os treilers móveis e respeitem normas da Prefeitura para esses negócios. A notícia foi recebida com alegria pelos comerciantes, pois, na licitação, a Prefeitura pretendia reduzir o número de vagas disponíveis para aqueles estabelecimentos, o que obrigaria alguns a deixar o ramo. Na nova modalidade, todos poderão continuar trabalhando.

    Processo

    A Prefeitura lançará edital explicando as regras para habilitação dos treilers, mas adianta: os comerciantes que quiserem continuar devem, até 17 de março próximo, tornar seus treilers móveis (veículo a motor ou rebocado). Assim, esses veículos não permanecerão fixos nos pontos - terão de deixá-los nos horários não comerciais

    Quem não conseguir se ajustar dentro do prazo acima não perderá direito de manter seu treiler, mas deverá retirá-lo do local até ter condições de trazê-lo de volta, com rodas.

    No momento de solicitar a habilitação, o interessado deverá indicar o ponto que pretende ocupar. Caberá à Prefeitura, com base em critérios urbanísticos, dizer se concorda. Se não concordar, indicará outro ponto.

    "Nossa meta não é diminuir o número de treilers, mas organizar o espaço público. Encontramos um novo caminho, melhor e menos traumático para todos", disse Leite. "O governo nunca esteve contrário à utilização do espaço público nem à venda de lanches, que é uma forte característica cultural de Pelotas. O problema é a forma como isso se desenvolveu", disse o prefeito, em coletiva na tarde de hoje.

    O prefeito disse ainda: "O Ministério Público exigiu de nós a regularização do espaço público, mas eu não me escondo atrás da determinação deles. Nós íamos fazer isso, independentemente desta exigência do MP. A ação judicial apenas apressou a ação do governo. Um dos conceitos que norteiam esta administração é "cidade para as pessoas" - e a organização do espaço público é uma de nossas ações prioritárias", destacou.

    Release da Prefeitura acrescenta:

    Apesar da convicção na necessidade de organizar o espaço, o prefeito ouviu os representantes da categoria e compreendeu seu sentimento de insegurança em realizar investimentos para tornar o equipamento móvel e correr o risco de, ao não vencer a licitação, não poder desempenhar a atividade. Preocupado em reduzir os conflitos para viabilizar a implantação da nova política de ocupação do espaço público, Eduardo conversou com o promotor Paulo Charqueiro, que não se opôs à nova determinação.

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    Leitor: decisão para treilers é estapafúrdia

    Os treilers e a possível ‘jogada’ de Leite

    Prefeito volta atrás e mantém 300 treilers ilegais, desde que móveis

    Paula estica prazo para donos de treiler

    Prefeita em exercício promete discutir com MP pedido dos proprietários de treilers

    Prefeitura assina decreto de regularização de treilers 

    Regularização de treilers: uma ótima notícia

    Vereadores que não gostam de leis

  • Uma receita para provar que Deus existe

    Welington Silva Rodrigues*

    Eu a aprendi quando estudei Filosofia Medieval, com o professor Manoel Vasconcellos, da UFPel. A receita é de autoria de Anselmo D´Aosta, filósofo medieval (séc. XI). Lá vai:

    Passo 1 – Deus é o ser do qual não é possível pensar nada mais perfeito (Devemos admitir esse atributo, senão a receita não funciona).

    Passo 2 – Aquilo que é mais perfeito existe tanto no pensamento quanto na realidade. (Devemos admitir que uma cadeira é mais perfeita que um ET pelo simples fato de ela existir tanto no meu intelecto quanto realmente, diante de meus olhos; e o ET, só no intelecto. O que existe em duas esferas é mais abrangente e perfeito que aquilo que existe só numa).

    Passo 3 – Conclusão: Deus, por ser o mais perfeito dos entes, existe necessariamente tanto no pensamento quanto realmente. (Conclusão racionalmente óbvia, pois se existisse apenas no pensamento não seria o mais perfeito).

    Taí a receita, não tem erro. 

    Detalhe: é uma prova racional, só. Substituam Deus por Saci ou ET e o resultado vai ser o mesmo.

    * Welington é professor-doutor em filosofia.

  • Sessão Remember: Das coisas grandes e pequenas

    Rubens Filho

    Até mesmo Homero, autor de A Odisseia e A Ilíada, deve andar cheio com algumas mentalidades em Pelotas

    Estava aqui pensando nas coisas grandes e pequenas deste mundo. Morre Niemeyer, o Oscarzinho, como era chamado pela família e pelos amigos, mas permanece imortal em sua obra inovadora, mais de 600 projetos edificados em várias partes do mundo. 

    Já em Pelotas, outro dia, a Academia local de Letras e o prefeito Fetter Jr. inauguraram um pórtico "grego" em frente à entidade, uma casinhola no Parque Antônio Záttera. Enquanto Oscarzinho mirava o futuro, há quem conserve, por essas bandas, obsessão com o passado. 

    Com todo o respeito, se existe vida após a morte, até mesmo Homero deve andar cheio com algumas mentalidades em Pelotas. 

    (Post publicado originalmente em 8/12/2012).

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