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  • Poder Público | 17.07.2013 - 19h18

    Bombeiros interditam prédio da Prefeitura

    Prédio do CAPA, na Professor Araújo: interditado

    Atualizado às 19h51

    Bombeiros interditaram no final da tarde desta quarta (17) o prédio do Centro Administrativo da Prefeitura localizado na rua Professor Araújo, conhecido como CAPA.

    Segundo os soldados, a interdição ocorreu por falta de plano de prevenção a incêndio, falta de extintores, falta de iluminação de emergência e por causa do risco de curto circuito.

    No local, trabalham mais de 200 funcionários de vários setores do Executivo: há pessoal da Procuradoria Geral do Município, da Secretaria de Qualidade Ambiental, da Secretaria de Gestão e Mobilidade Urbana, da Unidade Gerenciadora de Projetos e do Procon.

    Os bombeiros tentaram a interdição por volta das 16h. Queriam que o prédio fosse evacuado naquele momento.

    Os gestores da Prefeitura, porém, se insurgiram contra a decisão, alegando que não podiam desalojar o prédio de uma hora para outra, inclusive porque a corporação não trazia documento definindo a interdição do local. 

    "Nós pedimos a eles o documento que interditava oficialmente o prédio. Não tinham, e foram buscar. Voltaram às 18h com o documento", explicou o procurador do Município, Carlos Diniz. Como era final de expediente, os funcionários foram deixando o prédio normalmente. 

    Nesta quinta (18), segundo Diniz, não haverá expediente na repartição.

    Segundo o procurador do Município, ele e colegas estão discutindo e elaboração de um recurso judicial, um mandado de segurança, tentando garantir a utilização do prédio, com prazo para que as adequações exigidas pelos bombeiros possam ser cumpridas.

    Se a justiça conceder liminar, a volta ao trabalho ocorrerá imediatamente.

    Os bombeiros alegam que providências para adequar o prédio à legislação foram solicitadas em fevereiro deste ano, mas que até o momento não foram tomadas.

    Prefeitura recorre

    A Prefeitura vai entrar com mandado de segurança para garantir o funcionamento do CAPA, tentando garantir seu funcionamento nesta quinta (18). 

    A prefeita em exercício Paula Mascarenhas considerou a ação "inesperada, pois no momento em que o CAPA foi interditado o Executivo não havia sido notificado, o que só ocorreu por volta das 18h.

    Paula: bombeiros não tiveram sensibilidade

    Disse mais: “Fomos surpreendidos porque trabalhamos em conjunto com os Bombeiros desde o início do ano, quando formamos a força-tarefa de regularização de situações de risco, e sempre concordamos que prédios públicos precisam de tratamento especial, porque atendem a toda a comunidade”, disse Paula. 

    “Por essa razão, mesmo tendo conhecimento de que prédios estaduais, como o do próprio Corpo de Bombeiros ou o da Brigada Militar, não têm alvará de funcionamento e, portanto, são passíveis de serem interditados, não o fizemos porque temos em conta o serviço público relevante que prestam, sensibilidade que os Bombeiros não tiveram com a prefeitura e, em última análise, com o povo de Pelotas.”

    Problemas

    Paula disse ainda que a interdição do CAPA provocará vários e graves problemas para o funcionamento da máquina pública, pois nele estão Secretarias que atendem às necessidades do cidadão e de entidades civis, que concedem licenças de funcionamento para organizações privadas e públicas. Outros podem perder prazos judiciais e licitações e provocar prejuízos irreparáveis para a cidade.

    Segundo a assessoria de Comunicação da Prefeitura, a interdição ocorre no momento em que algumas unidades administrativas preparam sua mudança para outro endereço, como é o caso da Procuradoria Jurídica, do Procon e UGP. Além disso, outras buscam há meses novas sedes.

    “Concordamos que a estrutura do CAPA é precária e pretendemos deixar o prédio o mais rápido, mas essa ação dos Bombeiros não contribui em nada para acelerar esse processo”, lamentou a prefeita.

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    3 Comentários
    • Luciano - 18/07/2013 - 12h04

      Pelo que vemos nas imagens da TV - imagino que ao vivo seja BEM pior - a prefeitura PENSAR em recurso é um absurdo... A concessão de tal recurso, ABSURDÍSSIMO!!!! Mas, pelo que sabemos, poucos são os prédios que tem condições de abrigar repartições públicas, não só em Pelotas... Espero que a corporação seja tão rígida com as "coisas públicas" quento é com os privados!!!
    • RAFAEL REIS - 18/07/2013 - 10h34

      ESTOU SEM LOCAL PRA TRABALHAR, NOS BOTARAM NA RUA.
    • LUIZ MORELLO - 18/07/2013 - 02h37

      Como pode uma administração que não tem capacidade de se adequar as leis federais, estaduais, e tampouco as próprias municipais, requisitar e/ou fiscalizar quaisquer obras que por ventura venha a licitar? Lamente-se que se utilize a falta do alvará dos outros como moeda de troca para sua ilicitude. Agora entendo porque estão rasgando os recém asfaltos "sonrisais" da av. Fernando Osório e o da Ferreira Viana: NINGUÉM SABIA QUE REDE DE ESGOTO VAI ABAIXO DAS VIAS! ... Gostaria de não sentir tanta indignação... e tanta vontade de sumir daqui!